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quinta-feira, 13 de junho de 2024

Os Emblemas das Unidades Aéreas da Força Aérea Brasileira - Parte 6

 


A Aviação Militar não é fascinante apenas pelas suas aeronaves e as missões que cumprem em tempos de paz ou de guerra, controlando, defendendo e integrando territórios e céus, através de suas mais diversas funções e tarefas, seja na Caça, Ataque, Transporte, Reconhecimento, Asas Rotativas, Patrulha Marítima, Busca e Salvamento, Treinamento, dentre tantas outras. A ideia de utilizar símbolos para representar e identificar grupos ou exércitos no campo de batalha ganhou notoriedade na Idade Média e permanece sendo utilizada até os dias atuais. Inserida nas forças militares, a Aviação não é diferente, com as cores e formas dos Emblemas das Unidades Aéreas, estampando as fuselagens das aeronaves ou os trajes de voo das tripulações. Esses Distintivos ou Escudos e os elementos impressos em cada um deles, contam muito sobre a própria história dos Esquadrões ou as tarefas e atividades que realizam. Para tratar desse assunto pouco explorado e difundido, o site Aviação em Floripa preparou um conjunto de conteúdos, trazendo aos seus leitores, esse fantástico universo. Aqui você vai encontrar um guia atualizado, mostrando as Unidades Aéreas pertencentes aos três braços aéreos das Forças Armadas brasileiras, suas aeronaves, os Emblemas e seus significados, além de muitos detalhes e informações a respeito de cada uma delas, tudo reunido em infográficos exclusivos e individuais, além de outros componentes visuais especialmente elaborados para esta matéria. Boa leitura!

Nota Editorial: Se você perdeu a introdução a esta temática, referente à Heráldica na Aviação Militar brasileira e os conteúdos anteriormente publicados ou, simplesmente quer revisitá-los, basta clicar sobre os banners abaixo:







Ensinar os princípios do voo e forjar os futuros Oficiais Aviadores da Força Aérea Brasileira; aferir e calibrar os equipamentos e procedimentos de Navegação Aérea; testar e certificar aperfeiçoamentos, novas funcionalidades e capacidades para as aeronaves da Força Aérea Brasileira e; demonstrar para o Brasil e o mundo, as habilidades do piloto militar brasileiro e a excelência dos produtos da Indústria Aeronáutica do país. Na sexta e última parte da série de conteúdos sobre as Unidades Aéreas da FAB e seus Emblemas, você vai conhecer os Esquadrões responsáveis por executarem essas atividades. Saiba, a partir de agora, quais são, onde ficam, as aeronaves que utilizam e muito mais informações. 


Diferentemente das Unidades Aéreas pertencentes às Aviações de Caça, Transporte, Asas Rotativas, Busca e Salvamento, Patrulha e Reconhecimento, todas subordinadas operacionalmente ao Comando de Preparo (COMPREP), as Unidades retratadas nesta matéria apresentam vinculações distintas e únicas, cada uma delas, atreladas de forma operacional, às Organizações Militares responsáveis pelas funções ou atividades que executam, conforme ilustra a figura abaixo.


Nos dias atuais, mesmo com o uso cada vez mais crescente de Aeronaves Remotamente Pilotadas (ARP), realizando toda sorte de missões, inclusive ofensivas, o componente humano dentro de um cockpit ou cabine de comando, ainda é essencial. Todos os anos, as Forças Armadas ao redor do planeta, investem grandes recursos financeiros e tempo na formação de aviadores militares, considerados uma tropa de elite. Na Força Aérea Brasileira não é diferente. A formação inicial de seus pilotos acontece na Academia da Força Aérea (AFA), também conhecida como o "Ninho das Águias", localizada na cidade de Pirassununga, interior do Estado de São Paulo. São quatro anos de uma intensa rotina física e intelectual, que exige muito esforço e dedicação. Para fornecer todo o aprendizado prático aos Cadetes Aviadores (como são chamados os futuros Oficiais que irão conduzir as aeronaves da FAB), a AFA conta com dois Esquadrões dedicados à Instrução Aérea, um deles, voltado para o treinamento Primário e o outro, para o Básico.

A formação é ministrada em dois modelos de aviões, ambos de fabricação nacional. Em seu primeiro contato com uma aeronave militar, os Cadetes realizam cerca de 50 horas dentro da denominada Instrução Primária, sendo 15 horas de Simulador e 35 horas de voo, utilizando o T-25 Universal. Por sua vez, a Instrução Básica acontece no último ano de Academia, quando são completadas mais 125 horas, divididas entre 30 horas de Simulador e 95 horas de efetiva pilotagem, desta vez, a bordo do turboélice T-27 Tucano em sua versão modernizada, contando com um cockpit totalmente novo, dominado por Telas de LCD Multifuncionais, conceito chamado de Full Glass Cockpit. Durante o tempo de permanência na Academia, entre as capacidades técnicas de voo adquiridas pelos Cadetes, estão a prática de manobras de precisão, acrobacias, navegação aérea, voos de formatura e por instrumentos. Após a conclusão do Curso, agora declarados Aspirantes a Oficial Aviador, seguem para Natal/RN, onde vão se especializar em uma das três possibilidades na carreira militar: Caça, Aeronaves Multimotores ou Asas Rotativas. 

Importante dizer que os dois Esquadrões de Instrução Aérea (EIA), embora operem aeronaves, não são considerados como Organizações Militares, pois integram a estrutura de Ensino da Academia da Força Aérea. Assim sendo, não têm a obrigação de possuir de forma regulamentar, um Escudo, Descrição Heráldica ou outros requisitos encontrados nas demais Organizações Militares da Força Aérea Brasileira. Entretanto, para efeitos de motivação, pertencimento e identificação do Corpo de Cadetes com a Instrução Aérea, além da ambientação com suas futuras atividades como piloto militar, ambos os Esquadrões, assim como toda e qualquer Unidade Aérea, têm seus próprios códigos, símbolos e tradições.

Como curiosidade, justamente por não serem Organizações Militares, as bolachas dos Esquadrões de Instrução Aérea não são mais utilizadas no macacão de voo. No caso dos Cadetes, são usadas atualmente, as bolachas da Academia da Força Aérea (lado esquerdo) e da Turma (lado direito). Já para os Instrutores de Voo, independente em qual Esquadrão atuem, é utilizada no lado direito, a famosa "bolacha do Pica-Pau", marca registrada da atividade de Instrução de Voo na AFA.

Nota Editorial: Para manter a padronização desta série de matérias, optamos por apresentar os Esquadrões de Instrução Aérea na forma de infográficos individualizados, com a mesma formatação das demais Unidades Aéreas da FAB, apenas com algumas diferenças e modificações. Para cada Esquadrão, no lugar do tradicional Escudo Francês e de sua Descrição Heráldica, colocamos seu Emblema e uma breve explicação acerca da simbologia dos elementos presentes nele. Conheça então, as Unidades responsáveis pela formação dos pilotos da Força Aérea Brasileira.



Todos os dias, milhares de pessoas utilizam o avião como meio de transporte para seus compromissos pessoais ou profissionais. Na agitação da vida moderna, muitos acabam esquecendo ou não percebendo que, por trás de cada pouso ou decolagem, chegada ou partida, existe uma complexa rede, formada por Controladores de Tráfego Aéreo, radares, sistemas e equipamentos de auxílio à navegação, comunicação, iluminação, aproximação e pouso, entre tantos outros. Olhos atentos e vigilantes com o único objetivo de garantir a Segurança de Voo e dos usuários do Espaço Aéreo. Um dos elos desta corrente é o chamado Grupo Especial de Inspeção em Voo (GEIV), Unidade Aérea especializada da Força Aérea Brasileira, subordinada operacionalmente ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), que tem a importante missão de aferir a eficiência desses sistemas, equipamentos e procedimentos, de modo a garantir uma operação segura a todas as aeronaves, civis e militares, em circulação no espaço aéreo brasileiro, durante todas as fases de voo, mesmo sob condições meteorológicas adversas. Graças ao trabalho realizado pelo GEIV, os usuários do Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro (SISCEAB) podem executar as manobras e procedimentos de voo, descritos nas cartas aeronáuticas, com extrema precisão. Sediado nas dependências do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, suas aeronaves, verdadeiros laboratórios voadores, estão sempre atuando em algum ponto do país, fiscalizando, analisando, homologando, medindo e verificando o perfeito funcionamento de todos os sistemas e equipamentos de Navegação Aérea, responsáveis pela Segurança de Voo.


Com o surgimento da Indústria Aeronáutica no país e o desenvolvimento dos primeiros projetos de aeronaves nacionais para fins militares, em meados da década de 40, a Força Aérea Brasileira sentiu a necessidade de criar uma estrutura capaz de formar Técnicos e Engenheiros nos diversos campos relacionados com a atividade aeronáutica, a fim de certificar, avaliar, testar não apenas as aeronaves, mas todos os aspectos e parâmetros relacionados a elas. Assim nasceu o Centro Técnico Aerospacial (CTA), o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e mais tarde, o Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento (IPD), com o objetivo de ensaiar e homologar equipamentos, componentes e materiais de interesse da FAB ou por solicitação de outros órgãos do governo e da indústria, testar novos tipos de aeronaves produzidas no país, aeronaves modificadas ou alteradas, além de fornecer os certificados de tais homologações. Toda esta estrutura acabou sendo concentrada na cidade de São José dos Campos/SP.

A atividade de Ensaios em Voo está presente nas diversas fases do desenvolvimento de uma aeronave, desde o seu planejamento até sua certificação, recebimento e emprego operacional. O mesmo acontece com os projetos dos diversos componentes a bordo, como por exemplo, aviônicos, sensores e armamentos. O embrião do que seria o atual Instituto de Pesquisas e Ensaios em Voo (IPEV), surgiu no início da década de 60, com a criação de uma Unidade Aérea dedicada a esse propósito. Ao longo do tempo, a Unidade passou por diferentes denominações (Seção de Operações e Ensaios em Voo, Sub-divisão de Ensaios em Voo, Divisão de Ensaios em Voo, Grupo Especial de Ensaios em Voo) e, desde 2011, opera sob o atual nome, entretanto, a missão é a mesma, ou seja, determinar o desempenho e qualidades em voo de aeronaves, assim como os equipamentos e dispositivos embarcados, com a finalidade de garantir a segurança e o cumprimento das funcionalidades especificadas no projeto. Os profissionais que atuam junto ao IPEV (Pilotos, Engenheiros e Graduados), constituem um corpo técnico altamente capacitado e qualificado. A atividade requer o estudo e análise completa do comportamento de uma aeronave, sistemas, equipamentos ou armamentos para uma missão específica, auxiliando também na análise de risco desses projetos.

O IPEV atualmente é subordinado administrativa e operacionalmente ao Departamento de Ciência e Tecnologia Aerospacial (DCTA), localizado em São José dos Campos/SP. Com relação aos meios aéreos à disposição do IPEV, a Unidade Aérea possui um conjunto diversificado de aeronaves próprias ou orgânicas (algumas delas em plena atividade ainda com outras Unidades da FAB), além de outras que permanecem sob sua responsabilidade apenas durante as campanhas de ensaios, retornando depois, para seus Esquadrões de origem. Um outro trabalho desempenhado pelos profissionais da Unidade, consiste no acompanhamento e recebimento de aeronaves destinadas à Força Aérea Brasileira.


O Esquadrão de Demonstração Aérea (EDA) é a equipe oficial de exibição aérea da Força Aérea Brasileira. Entretanto, a Unidade Aérea é mais conhecida por outro nome, "Esquadrilha da Fumaça", apelido carinhoso que ganhou do público, ainda no início de sua história na década de 50, quando decidiram adicionar esse elemento visual em suas apresentações com o objetivo de delinear e melhorar o acompanhamento das manobras. Seus pilotos são considerados os "Embaixadores do Brasil nos céus", o cartão de visitas da FAB em eventos nacionais e internacionais. Divulgar a imagem da Força Aérea Brasileira, aproximar os meios civil e militar, despertar nos jovens a vocação pela Aviação, difundir a cultura aeronáutica e demonstrar a capacidade do piloto militar brasileiro e a excelência dos aviões fabricados em nosso país, estão entre os objetivos do EDA. A Unidade fica sediada na cidade de Pirassununga/SP, sendo subordinada administrativamente à Academia da Força Aérea (AFA) e diretamente vinculada ao Gabinete do Comandante da Aeronáutica (GABAER), em Brasília/DF.

Ao longo de sua história, o EDA voou com cinco modelos diferentes de aeronaves, T-6 Texan (1952-1976), Fouga Magister (1969-1972), T-25 Universal (1982-1983), T-27 Tucano (1983-2013) e o seu atual equipamento, o A-29 Super Tucano. A equipe é formada por doze pilotos com grande experiência, altamente capacitados e treinados. Sete deles se revezam nas posições de voo durante as apresentações, que duram em média, cerca de 40 minutos e são compostas por 55 manobras e acrobacias de alta performance. Para se tornar um "Fumaceiro", como os pilotos são conhecidos na FAB, é necessário possuir pelo menos 1.500 horas de voo, sendo 800 delas, como Instrutor de Voo. Os candidatos a uma vaga são todos voluntários, pertencentes às diversas Aviações da FAB (Caça, Transporte, Asas Rotativas, Patrulha, Busca e Salvamento e Reconhecimento) e passam por um Conselho Técnico, formado pelos próprios pilotos da Unidade, que avalia sua ficha de serviço, perfil psicológico, entre outros requisitos. Além disso, precisam ser escolhidos por unanimidade. Cada piloto permanece no EDA para um período de cerca de dois anos e depois prossegue sua carreira operacional na FAB normalmente. O curto prazo de permanência permite uma constante renovação do time. Todos os anos, de dois a três novos integrantes são incorporados à Unidade Aérea. Em seus 72 anos de atividade, a equipe soma mais de 4 mil apresentações no Brasil e em mais de duas dezenas de países mundo afora.


Com este conteúdo, encerra-se a apresentação das Unidades Aéreas da Força Aérea Brasileira. Ao longo de seis matérias, foram 41 Esquadrões retratados, conjunto que forma sua atual ordem de batalha. Os Emblemas, seus significados e Heráldica, localização, aeronaves, curiosidades e muito mais detalhes de cada Unidade Aérea da FAB (incluindo material inédito e nunca antes publicado), reunidos em um só local. Nossos leitores ou quem acessar o site, passam a ter à disposição, uma fonte única e centralizada de informações e referências sobre este tema, que podem ser pesquisadas, consultadas e revisitadas a qualquer tempo. A partir de agora, o foco se volta para a Marinha do Brasil e sua Aviação Naval. Aguardem!!


sexta-feira, 31 de maio de 2024

Os Emblemas das Unidades Aéreas da Força Aérea Brasileira - Parte 5

 

A Aviação Militar não é fascinante apenas pelas suas aeronaves e as missões que cumprem em tempos de paz ou de guerra, controlando, defendendo e integrando territórios e céus, através de suas mais diversas funções e tarefas, seja na Caça, Ataque, Transporte, Reconhecimento, Asas Rotativas, Patrulha Marítima, Busca e Salvamento, Treinamento, dentre tantas outras. A ideia de utilizar símbolos para representar e identificar grupos ou exércitos no campo de batalha ganhou notoriedade na Idade Média e permanece sendo utilizada até os dias atuais. Inserida nas forças militares, a Aviação não é diferente, com as cores e formas dos Emblemas das Unidades Aéreas, estampando as fuselagens das aeronaves ou os trajes de voo das tripulações. Esses Distintivos ou Escudos e os elementos impressos em cada um deles, contam muito sobre a própria história dos Esquadrões ou as tarefas e atividades que realizam. Para tratar desse assunto pouco explorado e difundido, o site Aviação em Floripa preparou um conjunto de conteúdos, trazendo aos seus leitores, esse fantástico universo. Aqui você vai encontrar um guia atualizado, mostrando as Unidades Aéreas pertencentes aos três braços aéreos das Forças Armadas brasileiras, suas aeronaves, os Emblemas e seus significados, além de muitos detalhes e informações a respeito de cada uma delas, tudo reunido em infográficos exclusivos e individuais, além de outros componentes visuais especialmente elaborados para esta matéria. Boa leitura!

Olhos vigilantes sobre terra e mar! Com esta responsabilidade, voam os Esquadrões pertencentes às Aviações de Reconhecimento e Patrulha, o tema da quinta parte da série sobre as Unidades Aéreas da Força Aérea Brasileira e seus Emblemas. Valendo-se de radares, sensores, câmeras ou simplesmente da visão aguçada e treinada dos Observadores a bordo, em muitas situações, as aeronaves de Patrulha Marítima e de Reconhecimento são as primeiras e as últimas a atuar sobre o campo de batalha, observando as movimentações do oponente ou coletando valiosas informações e imagens, vitais para o planejamento e a estratégia dos Comandantes militares. Em tempos de paz, desempenham um papel fundamental na manutenção da soberania do país, através da integração do território nacional, na proteção de nossas fronteiras terrestres e marítimas e no controle do espaço aéreo brasileiro.

Nota Editorial: Se você perdeu a introdução a esta temática, referente à Heráldica na Aviação Militar brasileira e os conteúdos anteriormente publicados ou, simplesmente quer revisitá-los, basta clicar sobre os banners abaixo:










A Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, estabelece como Mar Territorial de qualquer nação, uma faixa com largura de 12 milhas (cerca de 22 quilômetros), a partir da linha da praia. Alguns países, incluindo o Brasil, possuem também uma Zona Econômica Exclusiva (ZEE), região que se estende até 200 milhas (370 km) mar adentro, na qual se tem direitos e responsabilidades sobre este espaço, no tocante à exploração dos recursos naturais, proteção ambiental e fiscalização, por exemplo. É missão constitucional da Força Aérea Brasileira, efetuar a partir do ar, a vigilância e a salvaguarda de nossas riquezas, identificar crimes ambientais, além de planejar e executar missões de Busca e Salvamento que vão além dos limites da Zona Econômica Exclusiva. Para cumprir estas tarefas, atualmente a Aviação de Patrulha da FAB é composta por três Unidades Aéreas, estrategicamente posicionadas ao longo da costa brasileira, todas elas vinculadas ao 7º Grupo de Aviação. Além da qualificação técnica para conduzir as aeronaves, as tripulações precisam ter um alto grau de preparo em outras áreas, como Guerra Eletrônica, Guerra Antissubmarino e de Superfície, de forma a operar os sofisticados equipamentos eletrônicos e sensores a bordo. Ademais, é necessário ainda, conhecer os diferentes tipos e classes de embarcações militares e mercantes.

Assim como a Patrulha, o Reconhecimento desempenha um importante papel estratégico para o país. Em 2017, a FAB iniciou uma grande reestruturação operacional e com ela, surgiu o conceito chamado de Inteligência, Vigilância e Reconhecimento (IVR), integrando as duas Aviações, seus meios aéreos e tripulações, dentro de uma mesma doutrina de emprego, incluindo o uso de Aeronaves Remotamente Pilotadas (ARPs). Se em situações de conflito, as aeronaves são vitais, em tempos de paz, não é diferente. Diuturnamente, as três Unidades Aéreas que compõem a Aviação de Reconhecimento da FAB são acionadas para executarem uma diversidade de ações ligadas à integração do território nacional, em parceria com a Polícia Federal, IBAMA e outros Organismos Governamentais das esferas Estadual e Federal, no combate a crimes ambientais (queimadas, desmatamentos e garimpos ilegais), demarcação de fronteiras e identificação de pistas clandestinas. Outro ramo de atuação diz respeito à vigilância e controle do espaço aéreo, tarefa essencial para a manutenção da soberania brasileira. Conheça a partir de agora, através de infográficos exclusivos, a estrutura atual, as aeronaves e os Emblemas dos Esquadrões de Patrulha e de Reconhecimento da FAB.






O 1º Esquadrão do 10º Grupo de Aviação, o Esquadrão Poker, sediado em Santa Maria/RS, embora seja considerado membro da Aviação de Reconhecimento, é na sua essência, uma Unidade Aérea de Caça, portanto, o seu infográfico e informações estão disponíveis na primeira parte desta série de matérias. Em breve, o site Aviação em Floripa estará publicando o sexto e último conteúdo sobre os Emblemas das Unidades Aéreas da FAB, abordando os Esquadrões independentes, aqueles que não são agrupados dentro de um mesmo tipo de missão. Aguardem!


sexta-feira, 24 de maio de 2024

Os Emblemas das Unidades Aéreas da Força Aérea Brasileira - Parte 4

A Aviação Militar não é fascinante apenas pelas suas aeronaves e as missões que cumprem em tempos de paz ou de guerra, controlando, defendendo e integrando territórios e céus, através de suas mais diversas funções e tarefas, seja na Caça, Ataque, Transporte, Reconhecimento, Asas Rotativas, Patrulha Marítima, Busca e Salvamento, Treinamento, dentre tantas outras. A ideia de utilizar símbolos para representar e identificar grupos ou exércitos no campo de batalha ganhou notoriedade na Idade Média e permanece sendo utilizada até os dias atuais. Inserida nas forças militares, a Aviação não é diferente, com as cores e formas dos Emblemas das Unidades Aéreas, estampando as fuselagens das aeronaves ou os trajes de voo das tripulações. Esses Distintivos ou Escudos e os elementos impressos em cada um deles, contam muito sobre a própria história dos Esquadrões ou as tarefas e atividades que realizam. Para tratar desse assunto pouco explorado e difundido, o site Aviação em Floripa preparou um conjunto de conteúdos, trazendo aos seus leitores, esse fantástico universo. Aqui você vai encontrar um guia atualizado, mostrando as Unidades Aéreas pertencentes aos três braços aéreos das Forças Armadas brasileiras, suas aeronaves, os Emblemas e seus significados, além de muitos detalhes e informações a respeito de cada uma delas, tudo reunido em infográficos exclusivos e individuais, além de outros componentes visuais especialmente elaborados para esta matéria. Boa leitura!

No momento em que esta matéria está sendo publicada, as Aviações de Asas Rotativas e de Busca e Salvamento da FAB estão sendo protagonistas de ações heroicas no Rio Grande do Sul, em razão da catástrofe climática que se abateu sobre aquele Estado, desempenhando um trabalho grandioso, abnegado e incansável para salvar vidas.. Dando continuidade a nossa série sobre a Heráldica ligada aos Emblemas de Aviação Militar brasileira e como uma homenagem ao esforço e dedicação de todos os envolvidos nos resgates e ajuda ao povo gaúcho, o conteúdo que preparamos vai abordar os Esquadrões ligados às atuais Unidades Aéreas da FAB que operam com helicópteros.

Nota Editorial: Se você perdeu a introdução a esta temática, referente à Heráldica na Aviação Militar brasileira e os conteúdos anteriormente publicados ou, simplesmente quer revisitá-los, basta clicar sobre os banners abaixo:





Na quarta parte da série de matérias exclusivas sobre os Esquadrões da Força Aérea Brasileira, chegou a vez de apresentarmos aos nossos leitores, as Aviações de Asas Rotativas e de Busca e Salvamento, dois importantes braços operacionais da FAB que compartilham entre si, muitas características em comum, tanto em termos de aeronaves, como nas suas atribuições. A enchente histórica e sem precedentes que se abateu sobre o Rio Grande do Sul, vem demonstrando para a sociedade, o valor do helicóptero como uma ferramenta fundamental para as tarefas de busca, resgate e salvamento de vidas. A capacidade de voar em baixas altitudes e velocidades e principalmente, realizar o voo pairado é essencial para o sucesso destas missões. Da mesma forma, o trabalho coordenado, a dedicação e o empenho das tripulações (Pilotos, Observadores, Mestres de Carga, Mecânicos de Voo e Equipes de Resgate), têm feito a diferença quando o socorro que vem do céu, muitas vezes, representa o último fio de esperança para quem está isolado pelo tormento das águas. Dos inúmeros ensinamentos e lições que essa tragédia certamente trará, fica evidente a necessidade de contínuos investimentos, para que as Unidades Aéreas de nossas Forças possam ter a seu dispor sempre, meios aéreos modernos, eficientes e em quantidade. 




O Oitavo Grupo de Aviação congrega boa parte das Unidades Aéreas de Asas Rotativas da Força Aérea Brasileira. São cinco Esquadrões distribuídos pelo país, que executam diversas tarefas em ações específicas de Força Aérea, em apoio a Organismos e Instituições governamentais ou à população, em situações de Calamidade Pública, por exemplo. Além destes cinco Esquadrões, mais três Unidades operam com helicópteros em suas frotas e são consideradas pertencentes à Aviação de Asas Rotativas, sendo uma delas, dedicada à Formação dos futuros Pilotos de helicópteros. As outras duas são mistas, ou seja, operam com aviões e helicópteros e são responsáveis por transportar as mais altas Autoridades do país e pela tarefa de Busca e Salvamento (SAR). Embora esta função seja desempenhada por diversas outras Unidades Aéreas da FAB ligadas às Aviações de Asas Rotativas, Transporte e Patrulha, é o Esquadrão Pelicano que tem a atividade SAR no seu DNA, como missão primária e dedicada. Conheça a partir de agora, através de infográficos exclusivos, a estrutura atual, as aeronaves e os Emblemas dos Esquadrões de Asas Rotativas e de Busca e Salvamento da FAB.








Nossos leitores mais atentos talvez tenham sentido falta do infográfico contendo os dados referentes ao Terceiro Esquadrão do Grupo de Transporte Especial (GTE-3), responsável pela operação com os helicópteros VH-35 e VH-36. A ausência é justificada por esta Unidade Aérea já ter sido publicada junto com os demais Esquadrões da Aviação de Transporte, na segunda parte desta série de artigos. Assim, para evitar a duplicidade de conteúdo, optamos por não trazê-lo novamente aqui. Para quem tiver interesse em conhecer ou revisitar as informações e detalhes sobre o GTE-3, pode acessar o banner referente à Aviação de Transporte, disponível no começo desta matéria. 

Algumas Unidades Aéreas da FAB, por causa de suas missões, acabam pertencendo a mais de uma Aviação. Nesta publicação, temos como exemplo, o 2º/10º GAv, que é considerado um Esquadrão de Asas Rotativas e também de Busca e Salvamento. Outro caso é o 1º/10º GAv, o Esquadrão Poker, Unidade Aérea da Aviação de Caça e, ao mesmo tempo, integrante da Aviação de Reconhecimento. E por falar em Reconhecimento, esta é uma das Aviações que serão abordadas na parte 5 desta série de matérias sobre as Unidades Aéreas e seus Emblemas. Não percam!


sexta-feira, 10 de maio de 2024

Base Aérea de Florianópolis em apoio à Operação Taquari 2

 

Desde a última quarta-feira (8/5), a Base Aérea de Florianópolis se juntou à Operação Taquari II, um grande esforço do Ministério da Defesa e das Forças Armadas brasileiras em socorro às vítimas atingidas pela tragédia climática no Estado do Rio Grande do Sul. Uma aeronave SC-105 Amazonas SAR deslocou-se de Campo Grande/MS para a capital catarinense, com o objetivo de realizar buscas por pessoas em situação de risco e que necessitem de resgate. A aeronave pertence ao 2º Esquadrão do 10º Grupo de Aviação (2º/10º GAv), também conhecido como Esquadrão Pelicano, Unidade Aérea da FAB especializada neste tipo de atividade. Com as Bases Aéreas de Canoas e Santa Maria, diretamente envolvidas nas ações de resgate, concentrando as operações com os helicópteros, instalação de Hospitais de Campanha, entre outras ações emergenciais, Florianópolis está servindo de ponto de apoio para as operações no Estado vizinho.




SC-105 Amazonas SAR, aeronave especializada em Busca e Salvamento, está em Florianópolis, auxiliando no trabalho de localização de pessoas em situação de risco no Rio Grande do Sul. Imagens: Arquivo do autor.

Infográfico: FAB/Divulgação

Os voos estão sendo realizados pela aeronave com a matrícula FAB 6550, um dos três aviões deste tipo em serviço com a Força Aérea Brasileira. A bordo, seguem militares do Esquadrão Pelicano, com a função de localizar vítimas em terra através de buscas visuais e utilizando os sensores e câmeras que equipam a aeronave. Após cerca de 1 hora de voo, o avião chega aos locais onde as ações estão sendo realizadas, permanecendo em torno de sete horas sobrevoando as regiões atingidas, antes de retornar para a Base Aérea de Florianópolis. Ao localizar pessoas ilhadas ou que necessitem de ajuda, as coordenadas são marcadas e repassadas para as equipes de resgate mais próximas. Cada voo traz esperança para quem aguarda a ajuda que vem do céu e representa novos desafios, que requerem uma grande concentração, atenção e esforço da tripulação em prol do objetivo da missão que é o de salvar vidas. Além do suporte logístico à operação do SC-105 Amazonas, a Base Aérea de Florianópolis também está atuando como ponto de apoio para o deslocamento de outras aeronaves da Força Aérea Brasileira em direção ao Rio Grande do Sul. Também está funcionando como um ponto de coleta, recebendo e encaminhando doações de alimentos, água, roupas e materiais de primeira necessidade para os atingidos pelas enchentes. 

Busca visual sobre as áreas afetadas pelas enchentes no Rio Grande do Sul, a partir da aeronave SC-105 Amazonas. Foto: FAB/Divulgação

O tarefa de Busca e Salvamento é uma das muitas atribuições da Força Aérea Brasileira, um trabalho dedicado e anônimo, que somente ganha os holofotes e a atenção da grande mídia, em situações como a catástrofe climática que vem assolando o Estado do Rio Grande do Sul, onde a FAB, juntamente com os demais ramos das Forças Armadas, além de diversas Instituições Municipais, Estaduais e da Sociedade Civil, vêm atuando em uma grande corrente de solidariedade e de união de esforços. O SC-105 Amazonas é uma ferramenta valiosa para a Operação Taquari 2. O emprego desta aeronave amplia substancialmente a capacidade da FAB na identificação de possíveis pontos de busca e áreas de interesse para os helicópteros e equipes engajadas nos resgates.