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segunda-feira, 22 de junho de 2026

Esquadrão de Demonstração Aérea em Florianópolis!


Diz um conhecido ditado popular que "onde há fumaça, há fogo". No caso do Esquadrão de Demonstração Aérea da Força Aérea Brasileira, a fumaça traz consigo um outro significado: espetáculo no céu, proporcionado por manobras que chamam a atenção pela beleza visual, arrojo e precisão, resultado de muito treinamento e dedicação de um grupo de militares, formado por pilotos e técnicos, que há 74 anos encanta o público, dentro e fora do país. Na tarde deste domingo (21/6), o privilégio coube à população de Florianópolis e região, que pôde acompanhar uma apresentação memorável. Para registrar a visita da Esquadrilha da Fumaça à capital catarinense, o site Aviação em Floripa preparou para seus leitores, uma cobertura fotojornalística especial, com muitas informações, imagens e conteúdos gráficos exclusivos. Boa leitura e Fumaça...Já!!!


Cartaz oficial da apresentação em Florianópolis. Fonte: PMF/divulgação

A história do Esquadrão de Demonstração Aérea começou no início de 1952, quando Instrutores da antiga Escola de Aeronáutica, localizada no Campo dos Afonsos (RJ), formaram uma equipe de acrobacias composta por quatro aviões de treinamento North American T-6 Texan. A primeira exibição ocorreu em 14 de maio do mesmo ano, tendo como público, apenas os Cadetes da Instituição de Ensino. Inicialmente a equipe não tinha uma denominação própria nem status oficial e por isso os pilotos treinavam as manobras acrobáticas durante suas folgas. Entretanto, a partir de 1953, através da adição de um tanque de óleo exclusivo para a produção de fumaça, facilitando a visualização das evoluções no ar, o grupo passou a ser carinhosamente conhecido como "Esquadrilha da Fumaça". No ano seguinte, um quinto T-6 foi acrescentado às demonstrações. A equipe também passou a contar com emblema próprio e os aviões ganharam uma pintura exclusiva. Com a popularização do grupo e o aumento no número das exibições aéreas, em 1963 o time foi reconhecido como Unidade Oficial de Demonstrações Acrobáticas da Força Aérea Brasileira. Em 1969, a equipe ingressou na era do jato com a chegada de sete aviões de treinamento Fouga Magister, de fabricação francesa (denominados de T-24 na FAB), pintados nas cores da Bandeira nacional, verde, amarelo e azul sobre um fundo branco. A nova aeronave no entanto, provou ser de difícil operação por exigir aeródromos com pista pavimentada e uma maior estrutura de apoio. Além disso, a pouca autonomia para as dimensões continentais do país forçou a FAB a reconsiderar a utilização da aeronave e assim, depois de apenas 46 demonstrações com o Magister, a equipe retornou ao seu antigo avião, voando com o T-6 até 1976, quando foi dissolvida.

North American T-6 Texan, a primeira aeronave utilizada pela "Esquadrilha da Fumaça". Foto: FAB/Divulgação

Alguns anos se passaram e no final da década de 70, na Academia da Força Aérea (AFA) em Pirassununga (SP), a acrobacia com caráter demonstrativo ressurgiu, novamente de maneira extra-oficial e por iniciativa própria de Instrutores de Voo da Escola. Chamada de "Cometa Branco", a esquadrilha era composta por aeronaves T-25 Universal, que apresentavam-se com a pintura padrão daqueles aviões na FAB. A primeira exibição ocorreu em 10 de julho de 1980, durante uma Solenidade de Formatura na Academia da Força Aérea. A esta altura, um novo avião de treinamento estava sendo desenvolvido pela Embraer para a Força Aérea Brasileira e em 21 de outubro de 1982, a "Esquadrilha da Fumaça" foi reativada, agora com o nome oficial de Esquadrão de Demonstração Aérea (EDA) e equipada então com as novas aeronaves. Os T-25 voaram em 55 demonstrações até serem substituídos pelos T-27 Tucano em 1983. Inicialmente pintados nas cores vermelha e branca, em fevereiro de 2002, no ano do cinquentenário da equipe, os aviões ganharam um novo esquema de pintura nas cores verde, amarela e azul. Com o Tucano, aeronave de fácil operação e com excelente capacidade acrobática, o Esquadrão de Demonstração Aérea se popularizou de vez, ganhando fama dentro e fora do país. Após quase três décadas voando com o Tucano, em meados de 2012 o grupo iniciou a transição para o A-29 Super Tucano, assim como seu antecessor, projetado e fabricado pela Embraer. As cores nacionais continuaram a compor a pintura do novo avião, incluindo o desenho da própria Bandeira Nacional no estabilizador vertical. Como curiosidade, o Esquadrão de Demonstração Aérea da Força Aérea Brasileira é a segunda equipe acrobática militar mais antiga no mundo, ficando atrás apenas dos Blue Angels da Marinha dos Estados Unidos, formados em abril de 1946.


O Esquadrão de Demonstração Aérea tem como missões, divulgar a imagem da Força Aérea Brasileira dentro e fora do país, demonstrar o alto grau tecnológico da indústria aeronáutica brasileira e de seus produtos, o nível de treinamento e a qualidade do piloto militar brasileiro, difundir a cultura aeronáutica, além de evocar o sentimento patriótico na população. A equipe é composta atualmente por quinze pilotos dedicados exclusivamente ao Esquadrão. São no total sete posições de voo, numeradas de 1 a 7, com as seguintes denominações: Líder (Fumaça #1), Ala Direita (Fumaça #2), Ala Esquerda (Fumaça #3), Ferrolho (Fumaça #4), Ala Esquerda Externa (Fumaça #5), Ala Direita Externa (Fumaça #6) e o solista, chamado de Isolado (Fumaça #7). Cada piloto ao ingressar na equipe assume um destes números (cada qual com funções e manobras específicas) e permanece voando na mesma posição durante todo seu período junto ao time. Para tornar-se um "Fumaceiro", como são conhecidos, os candidatos, todos voluntários, devem ser Pilotos Operacionais da Força Aérea Brasileira, ter pelo menos 1.500 horas de voo, das quais 800 horas como Instrutor de Voo. A aprovação é feita pelos próprios membros da equipe e deve ser unânime. A avaliação é criteriosa e entre os requisitos, são levados em consideração aspectos psicomotores, experiência de voo, habilidade de pilotagem e a capacidade de trabalhar em grupo e de relacionamento interpessoal. Além dos pilotos, completam o time mais cinco Oficiais de outras Especialidades, uma equipe técnica de Graduados, chamados carinhosamente de "Anjos da Guarda", responsáveis por manter em ordem os equipamentos de voo e a manutenção dos aviões, além de pessoal ligado à área administrativa. Todos, a exemplo dos pilotos, são escolhidos pelo Conselho Operacional da Unidade Aérea. Em média, cada piloto permanece por dois anos na equipe, depois desse tempo, retorna para um dos diversos Esquadrões operacionais da Força Aérea Brasileira para seguir sua carreira.



A série de apresentações da Esquadrilha da Fumaça em Santa Catarina compreendeu as cidades de São Francisco do Sul (19/6), Guaramirim (20/6), ambas situadas no norte do Estado, além de Florianópolis (21/6). Para as duas primeiras exibições, a equipe utilizou o Aeroporto Lauro Carneiro de Loyola, em Joinville, como base operacional. Infelizmente as condições de tempo adversas sobre a região Sul do Brasil, causaram o cancelamento da demonstração aérea programada para o sábado. Contudo, no domingo pela manhã, antes de seguir rumo à capital catarinense, com o objetivo de marcar presença e compromisso com a população guaramirense, a equipe fez alguns sobrevoos sobre a cidade. Para a última etapa da turnê, a Base Aérea de Florianópolis foi o local escolhido para receber e abrigar o grupo. O deslocamento ao Sul do país contou com oito aeronaves A-29 Super Tucano, além do suporte logístico de um cargueiro C-97 Brasília, responsável pelo transporte da equipe de apoio, equipamentos e peças sobressalentes para os aviões.


Chegada da aeronave precursora. Fotos: Marcelo Lobo da Silva

Chegada da aeronave de apoio. Foto: Marcelo Lobo da Silva

Chegada do Esquadrão de Demonstração Aérea à Base Aérea de Florianópolis, procedente de Joinville. Fotos: Marcelo Lobo da Silva

A aeronave utilizada para o apoio logístico da Esquadrilha da Fumaça nesta última etapa das apresentações por Santa Catarina, foi o C-97 Brasília com a matrícula FAB 2012, pertencente ao Terceiro Esquadrão de Transporte Aéreo (3º ETA), também conhecido como Esquadrão "Pioneiro", com sede na Base Aérea do Galeão/RJ. Fotos: Marcelo Lobo da Silva









Ausente da capital catarinense desde outubro de 2023, a presença da Esquadrilha da Fumaça em Florianópolis integrou as comemorações pelos 85 anos da Base Aérea de Florianópolis, celebrados no dia 22 de maio. Também marcou o aniversário de 100 anos da Ponte Hercílio Luz, um dos principais símbolos e cartões postais de Santa Catarina, completados no último dia 13 de maio. O evento foi organizado pela Base Aérea de Florianópolis e contou com a parceria da Prefeitura da capital, além do apoio das forças de segurança municipal e estadual, reunindo um grande público de todas as idades para acompanhar as acrobacias aéreas. A apresentação teve como palco a Beira-Mar Continental, centrada na área próxima ao bolsão de estacionamento e às quadras de esporte, tendo como cenários de fundo a icônica ponte e as paisagens urbanas e naturais da Ilha de Santa Catarina. Além do espetáculo no céu, a programação também reservou espaço para atrações em terra firme, iniciando às 14h30 com a apresentação da Banda da Polícia Militar de Santa Catarina. Pontualmente às 16h10, as sete aeronaves iniciaram a demonstração e durante cerca de 40 minutos, encantaram a todos os presentes com diversas sequências de manobras acrobáticas, algumas delas, exclusivas da Esquadrilha. Após a exibição aérea, a Banda da 14ª Brigada Motorizada do Exército Brasileiro encerrou as atividades, com uma apresentação musical. 


Fotos: Marcelo Lobo da Silva

Fotos: Ângelo dos Santos Melo

O site Aviação em Floripa agradece ao Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (CECOMSAER), ao Comando e à Seção de Comunicação Social da Base Aérea de Florianópolis (SCS/BAFL) e ao Esquadrão de Demonstração Aérea (EDA), por todo o apoio fornecido para a realização desta matéria.

quarta-feira, 29 de abril de 2026

Exclusivo: Esquadrão Pantera em Florianópolis

Desde o dia 6 de abril, a Base Aérea de Florianópolis vem abrigando militares e aeronaves do Quinto Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação (5º/8º GAv), Unidade Aérea integrante da Aviação de Asas Rotativas da Força Aérea Brasileira e que tem sua sede na cidade de Santa Maria, localizada na região central do Rio Grande do Sul. A presença na capital catarinense do Esquadrão Pantera, como também é conhecido, está ligada à qualificação anual de suas equipagens em tarefas que são rotineiramente executadas pela Unidade, entre elas, a atividade de Busca e Salvamento. Este ano, além dos resgates, também está no escopo do treinamento o emprego de armamento voltado para missões de Interceptação e Defesa Aérea, algo que há muito tempo o Esquadrão não realizava por aqui. Com exclusividade, o site Aviação em Floripa obteve autorização para acompanhar o exercício e é este conteúdo, composto por imagens, gráficos e informações, que passamos a apresentar aos nossos leitores a partir de agora.

O Esquadrão Pantera é uma das cinco Unidades Aéreas que compõem o Oitavo Grupo de Aviação, estrutura que reúne o emprego operacional com helicópteros na Força Aérea Brasileira, atendendo à seguinte distribuição geográfica: Primeiro Esquadrão (1º/8º GAv, Natal/RN); Segundo Esquadrão (2º/8º GAv, Porto Velho/RO); Terceiro Esquadrão (3º/8º GAv, Santa Cruz/RJ); Quinto Esquadrão (5º/8º GAv, Santa Maria/RS) e; Sétimo Esquadrão (7º/8º GAv, Manaus/AM). Estas Unidades são responsáveis por uma grande variedade de atividades, incluindo Transporte Aeroterrestre, Ataque, Busca e Salvamento, Evacuação Aeromédica, Missões Humanitárias, entre outras. Além dos Esquadrões pertencentes ao Oitavo Grupo, a Aviação de Asas Rotativas da FAB possui ainda outras três Unidades Aéreas dedicadas às missões de Instrução de Voo (1º/11º GAv), Busca e Salvamento (2º/10º GAv) e Transporte de Autoridades (GTE-3), localizadas respectivamente em Natal/RN, Campo Grande/MS e Brasília/DF. Importante dizer que o Esquadrão Pantera é subordinado operacionalmente ao Comando de Preparo (COMPREP) e administrativamente à Base Aérea de Santa Maria (BASM).

A história e as tradições do Esquadrão Pantera remontam ao início da década de 70, com a criação em Santa Maria/RS, em 19 de julho de 1971, do Quarto Esquadrão Misto de Reconhecimento e Ataque (4º EMRA), equipado com aeronaves de asa fixa e rotativas, atendendo às missões de Reconhecimento Armado, Ligação e Ataque. Posteriormente, em virtude de uma reorganização estrutural da FAB, a Unidade Aérea passou a ser designada como 5º EMRA. A partir de setembro de 1980, os Esquadrões Mistos deram lugar ao Oitavo Grupo de Aviação e assim surgiu o Quinto Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação (5º/8º GAv), mantendo a sua sede, a Base Aérea de Santa Maria, herdando também o legado e os elementos presentes no Emblema do 5º EMRA, entre eles, a Pantera negra. O Esquadrão ao longo do tempo se destacou pelo pioneirismo em várias atividades ligadas ao emprego operacional dentro da Aviação de Asas Rotativas, refletindo o alto grau de profissionalismo e capacitação de suas equipagens. Entre as ações de caráter inédito podemos citar o emprego do helicóptero em missões de Defesa Aérea contra aeronaves de baixa performance, utilizando armamento frontal e lateral. Em 1996, a Unidade Aérea protagonizou a primeira missão real de interceptação no Brasil com helicóptero, fato que ocorreu durante a "Operação Varredura", na região de Apucarana/PR, uma ação conjunta com a Polícia Federal e outros órgãos governamentais, que resultou em quatro aeronaves apreendidas, além de grande quantidade de mercadorias contrabandeadas retiradas de circulação. Também merece destaque a introdução no uso dos Óculos de Visão Noturna. Prestes a completar 55 anos, o Esquadrão Pantera participou de inúmeras operações de resgate, prestando apoio fundamental para a população em situações de calamidade pública e acidentes. Este é um trabalho geralmente anônimo mas que às vezes, ganha os holofotes da mídia, a atenção e o reconhecimento do grande público. Algumas dessas missões ficaram também marcadas na história da Unidade Aérea, entre elas, o transporte das vítimas do incêndio na boate Kiss, em Santa Maria para Unidades Hospitalares especializadas (2013) e o auxílio aos atingidos por desastres climáticos em Santa Catarina (2008) e no Rio Grande do Sul (2024).

Foto 1: Socorro e resgate à população atingida pelas fortes chuvas no Vale do Itajaí/SC, em novembro de 2008. Foto 2: Transporte de feridos para hospitais de Porto Alegre de vítimas do incêndio da Boate Kiss, em 2013. Fotos 3 a 9: O Esquadrão Pantera teve destacada participação durante a Operação Taquari 2, em apoio ao povo gaúcho, durante uma das maiores tragédias climáticas já ocorridas no Brasil, em 2024. Todas as imagens: FAB/Divulgação

Designado como Exercício Técnico (EXTEC) "Içamento Pantera 2026", o treinamento em Florianópolis iniciou no dia 6 de abril e deve se estender até a próxima sexta-feira (1/5), contando com a participação de quatro helicópteros H-60L Black Hawk e cerca de 70 militares. Para isso, o Esquadrão Pantera deslocou para a capital catarinense, boa parte de sua estrutura, incluindo o Alerta SAR. Durante todo o ano, 24 horas por dia, em coordenação com o SALVAERO Sul, a Unidade Aérea mantém uma aeronave e tripulação em prontidão, capaz de decolar em poucos minutos para atender emergências ou realizar missões de Busca e Salvamento em qualquer ponto da região Sul do Brasil, tanto em terra quanto sobre o mar. 

Durante o período do treinamento em Florianópolis, um helicóptero H-60L Black Hawk permaneceu de prontidão e guarnecido com todos os equipamentos necessários para a missão de Busca e Salvamento, em caso de um acionamento real. Foto: Ângelo dos Santo Melo

Este ano, o adestramento foi dividido em duas fases distintas. As primeiras semanas tiveram o foco em situações de resgate em ambiente aquático, tanto de dia quanto à noite (nesse caso, com o emprego de Óculos de Visão Noturna), além de simulações de acionamentos de emergência. Já esta última semana, está sendo dedicada à missão de Tiro Aéreo (outros detalhes mais adiante nesta matéria). Ambas as atividades fazem parte da rotina do Esquadrão e para tal, Pilotos, Operadores de guincho, Equipes de Resgate e Artilheiros, precisam estar bem treinados para realizá-las com a máxima eficiência, algo fundamental em situações reais. Além da capacitação, outro ponto essencial é a possibilidade de atualizar e testar doutrinas de emprego. Cabe ressaltar que a qualificação nas atividades que estão sendo treinadas aqui em Florianópolis tem validade de um ano e é obrigatória para todos os integrantes operacionais da Unidade Aérea, sejam eles veteranos ou recém-chegados. O Exercício é também uma excelente oportunidade para a padronização de procedimentos e o entrosamento das tripulações.

Fotos: Marcelo Lobo da Silva (imagens de arquivo/coleção particular).

O treinamento de resgate na água exige muita atenção, trabalho em equipe, coordenação, além de habilidade na pilotagem para manter a aeronave estável em voo pairado, à baixa altura e em qualquer condição de tempo, de dia ou de noite, nesse caso, com o auxílio dos Óculos de Visão Noturna (NVG). As equipes de resgate se valem de diversas técnicas para o salvamento em meio aquático e uma das mais difundidas e eficientes atende pelo nome de "Kapoff", método de içamento desenvolvido pelos ingleses e empregado na FAB desde os anos 80. O procedimento é utilizado em situações em que não é possível o salvamento por outras formas, a não ser com a presença do helicóptero. Embora possa parecer simples aproximar a aeronave, descer o guincho e trazer uma pessoa a bordo, toda a ação é cercada de condicionantes e variáveis, incluindo o estado de saúde da vítima, as características do local, fatores climáticos, entre outros. Esta etapa do Exercício Técnico foi realizada nas águas da Baía Sul, bem em frente à Base Aérea de Florianópolis, em uma área pré-definida, distante a cerca de 2 km da orla. 

A figura acima mostra a área delimitada para o treinamento de resgate na água. De forma a garantir a Segurança de Voo, o Departamento de Controle do Espaço Aérea (DECEA) emitiu com antecedência uma Notificação aos Aeronavegantes (NOTAM), informando a todos os usuários do espaço aéreo, o período, coordenadas e faixas limites de altitude em que iriam acontecer os exercícios militares. Fonte da imagem: DECEA

Equipe de resgate retornando de uma missão de salvamento no mar. Foto: Marcelo Lobo da Silva (imagem de arquivo/coleção particular)

A semana passada foi dedicada ao resgate noturno em ambiente aquático. Além dos desafios inerentes a uma operação de salvamento na qual o helicóptero não tem a possibilidade de pousar, a escuridão da noite e a falta de referências visuais, oferecem um nível de dificuldade e de concentração muito maiores, amenizados com a utilização dos Óculos de Visão Noturna ou NVG (do inglês, Night Vision Goggles). Conforme já mencionado, o Esquadrão Pantera foi o pioneiro na Aviação de Asas Rotativas da FAB no emprego e implantação da doutrina associada à utilização desse equipamento, iniciada em 1996 com a chegada de alguns helicópteros Bell UH-1H dotados de painel de instrumentos compatível com a tecnologia. Seis anos depois, a Unidade Aérea já capacitava seus próprios integrantes neste tipo de operação. Quando o H-60L Black Hawk entrou em serviço no 5º/8º GAv, a partir de 2009, o Esquadrão Pantera já estava plenamente familiarizado e adaptado com a utilização dos Óculos de Visão Noturna em todas as missões sob sua responsabilidade. Hoje em dia o uso de NGV é rotina em todos os Esquadrões operacionais de helicópteros da FAB.

Fotos: Ângelo dos Santos Melo

A imagem acima dá a exata dimensão dos desafios presentes em uma operação noturna de salvamento. É possível observar, além do helicóptero, o socorrista no cabo e o bote com os militares que serão resgatados. Note à direita, o sinalizador, utilizado para determinar a direção e a intensidade do vento. Foto: Ângelo dos Santos Melo

A relação do Esquadrão Pantera com Florianópolis é antiga. Desde a década de 80, a Unidade Aérea vem regularmente à capital catarinense com o propósito de realizar seus treinamentos operacionais, anteriormente conhecidos pelos nomes de "Guasca" (Resgate) e "Mata-Pato" (Tiro contra alvos aéreos e terrestres). São vários os fatores que justificam o deslocamento desde o interior gaúcho até o litoral catarinense. Entre os principais, está o apoio logístico proporcionado pela Base Aérea de Florianópolis, fornecendo as condições ideais de hospedagem e alimentação para as tripulações e de manutenção e abrigo para as aeronaves. Outro ponto fundamental é a geografia da Ilha de Santa Catarina, com as águas calmas e abrigadas da Baía Sul servindo como cenário perfeito para o adestramento. Além disso, a proximidade com a Base Aérea permite que o helicóptero alcance a área de exercício em poucos minutos, resultando em substancial economia de combustível e maior tempo útil de treinamento. Este somatório faz com que Florianópolis seja um dos melhores locais no país para a prática da atividade de Busca e Salvamento. Não por acaso, a Base Aérea é palco do Exercício Operacional "Carranca", um dos principais treinamentos anuais da FAB e considerado o maior do gênero na América Latina.

A atividade de resgate na água aconteceu na Baía Sul, bem em frente à Base Aérea de Florianópolis. A proximidade da área de treinamento é um dos maiores trunfos para que o adestramento seja realizado anualmente na capital catarinense. Foto: Marcelo Lobo da Silva (imagem de arquivo/coleção particular)

Se até semana passada o foco era salvar, agora o treinamento se volta para dissuadir ou, em último caso, destruir. Por mais paradoxal que possam parecer esses dois termos, eles integram o cotidiano de qualquer Unidade Aérea que emprega helicópteros multimissão, como é o caso do Esquadrão Pantera. Neste tipo de atividade, o objetivo principal reside em interceptar e engajar aeronaves de baixa performance, tais como aviões de pequeno porte e helicópteros, que estejam voando sem contato-rádio, fora das regras do controle do espaço aéreo ou ainda, em caso de conflito, representando uma ameaça. Isso inclui também os drones de combate, como as guerras recentes têm demonstrado. São vários níveis de intimidação, desde disparos de advertência até o denominado "tiro de destruição". É este derradeiro estágio que está sendo treinado em Florianópolis. Para cumprir essa função, o H-60L Black Hawk utiliza a metralhadora rotativa General Electric M134 Minigun, calibre 7,62 mm, composta por seis canos e cadência de tiro de três mil disparos por minuto. O armamento vai instalado em suportes montados junto às janelas laterais localizadas logo atrás da cabine de pilotagem. 

Fotos: Marcelo Lobo da Silva, exceto quando indicado.

Fotos: Marcelo Lobo da Silva

Para esta etapa do adestramento, o Esquadrão Pantera está contando com o apoio de um avião G-19A, pertencente à Esquadrilha de Voo a Vela da Academia da Força Aérea (EVV/AFA), sediado em Pirassununga/SP. Acostumado a rebocar os planadores que os cadetes usam em voos recreativos nos finais de semana, sua tarefa no treinamento é conduzir o alvo aéreo que será castigado pelos Artilheiros a bordo dos helicópteros, simulando uma aeronave de pequeno porte. Trata-se de uma faixa de nylon entrelaçado, também chamada de biruta, com 1,8 m de altura e 9 m de comprimento. Ela é engatada na parte traseira do avião através de um cabo com cerca de 300 metros de comprimento. A grande distância entre o alvo aéreo e o rebocador tem um único objetivo: evitar a ocorrência de qualquer tipo de incidente ou situação que coloque em risco a segurança de todos os participantes. De acordo com este mesmo princípio, o treinamento é realizado afastado de aglomerações urbanas, em áreas pré-estabelecidas sobre o mar. Assim como aconteceu nas missões de resgate, o DECEA também publicou um NOTAM para o exercício de Tiro Aéreo. Nesta campanha do Esquadrão Pantera, a área destinada para a prática está localizada a sudeste da Ilha de Santa Catarina, conforme mostra a imagem abaixo.

Área delimitada para o treinamento de Tiro Aéreo do Esquadrão Pantera, com altitude variando de zero a dois mil pés (cerca de 650 m). Fonte da imagem: DECEA

Uma típica missão de Tiro Aéreo envolve a participação de um dupla de helicópteros H-60L Black Hawk, além é claro, do avião-reboque. O ponto de partida é o pátio da Base Aérea de Florianópolis. Antes das aeronaves, a primeira movimentação é da viatura levando o alvo aéreo até a cabeceira 21 da pista secundária do Aeroporto Internacional Hercílio Luz. Neste local o alvo aéreo é preparado para ser engatado no avião-reboque. O processo todo é bem rápido e logo as aeronaves já estão a caminho da área de treinamento. O exercício dura cerca de uma hora e meia, incluindo o deslocamento de ida e volta. No retorno, o avião alija o alvo aéreo sobre o pista 03/21, que logo em seguida é recolhido pela equipe de apoio e levado ao pátio, onde os acertos serão contabilizados. Acompanhe a seguir, através de imagens, os detalhes da operação.

Operação de retirada e preparação do alvo aéreo. Fotos: Marcelo Lobo da Silva, exceto quando indicado.

Engate do alvo aéreo no avião-reboque. Fotos: Marcelo Lobo da Silva

Chegada das aeronaves e últimas verificações antes da decolagem. Fotos: Marcelo Lobo da Silva

Na volta, antes de pousar, o avião-reboque alija o alvo aéreo ao lado da pista 03/21 e na sequência a equipe de apoio realiza o recolhimento e o transporte para o pátio. Fotos: Marcelo Lobo da Silva

Retorno das aeronaves ao pátio da Base Aérea de Florianópolis. Fotos: Marcelo Lobo da Silva

O vetor utilizado pelo Esquadrão Pantera para o cumprimento de suas atribuições é o H-60L Black Hawk, um helicóptero multimissão de porte médio, biturbina, fabricado pela empresa estadunidense Sikorsky em diferentes versões, desde as mais básicas, incluindo Transporte de Tropas e Emprego Geral até as mais sofisticadas, voltadas para missões de Busca e Resgate em Combate (C-SAR) e Operações com Forças Especiais. Com grande versatilidade, robustez e confiabilidade, o modelo é bastante utilizado mundo afora e sua linha de produção permanece aberta, com mais de cinco mil exemplares fabricados. Amplamente testado em combate, o Black Hawk ganhou notoriedade ao protagonizar o filme “Falcão Negro em perigo" (Black Hawk down, 2001). A Força Aérea Brasileira utiliza o H-60 desde 2006, quando adquiriu seis exemplares, matriculados como FAB 8901 a FAB 8906 e entregues ao Sétimo Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação (7º/8º GAv), com sede em Manaus/AM. Em 2009, mais dez helicópteros chegaram, novos de fábrica, recebendo os indicativos FAB 8907 a FAB 8916 e foram alocados ao Esquadrão Pantera, onde substituíram os lendários Bell H-1H.

Sikorsky H-60L Black Hawk. Fotos: Marcelo Lobo da Silva (imagens de arquivo/coleção particular)

Atualmente a frota encontra-se distribuída por três Unidades Aéreas. Além das duas já citadas, o Segundo Esquadrão do Décimo Grupo de Aviação (2º/10º GAv), especializado em missões de Busca e Salvamento na FAB, localizado em Campo Grande/MS, também passou a utilizar o Black Hawk a partir de 2018. Recentemente foi anunciada a compra de mais onze exemplares do H-60L para incrementar o número de aparelhos em atividade. Ao mesmo tempo, os helicópteros já em uso estão sendo modernizados nos Estados Unidos. O primeiro deles, o FAB 8909 já encontra-se em solo estadunidense passando pelos serviços. Quanto ao novo lote, deverá ser distribuído aos atuais operadores e espera-se que uma parte seja destinada ao Segundo Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação (2º/8º GAv), com base em Porto Velho/RO, sem aeronaves desde a desativação precoce dos AH-2 Sabre, em 2022. Conheça abaixo, mais detalhes do H-60L Black Hawk.



O site Aviação em Floripa agradece ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), ao Comando de Preparo (COMPREP) e ao Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (CECOMSAER) pela autorização para a produção deste conteúdo. Agradecimentos também aos militares do Esquadrão Pantera, ao Comando da Base Aérea de Florianópolis e a sua Seção de Comunicação Social, pelo acesso, informações prestadas sobre o treinamento e acompanhamento de pátio. Sem o apoio de todas as Organizações citadas acima, a presente reportagem não teria sido possível. Por fim, gratidão ao amigo e colaborador Ângelo dos Santos Melo, por contribuir com parte das fotos que ilustram a matéria.

quarta-feira, 19 de novembro de 2025

FAB 4111: chegou o mais novo F-39E Gripen da FAB

 

Durante a manhã desta quarta-feira (19/11), o mais recente F-39E Gripen da Força Aérea Brasileira, decolou do Aeroporto Internacional Ministro Victor Konder, em Navegantes/SC. Após pouco mais de uma hora de voo, o caça tocou a pista da Base Aérea de Anápolis, em Goiás, sede do Primeiro Grupo de Defesa Aérea (1º GDA), lar até o momento, de todos os Gripen em serviço ativo com a FAB. Encerrou-se assim, a oitava operação de entrega desses jatos, uma logística que vem se repetindo desde setembro de 2020, quando o primeiro avião desembarcou na cidade portuária catarinense. Cabe ressaltar que o site Aviação em Floripa é o único veículo de mídia que esteve presente em todas elas. Acompanhe conosco, a partir de agora, uma cobertura especial sobre a chegada do décimo F-39 Gripen operacional, com muitas informações sobre a passagem da aeronave por Navegantes. Seja muito bem-vindo/a a bordo, escolha seu assento e tenha uma boa leitura!!


A jornada do FAB 4111 por mar, terra e ar iniciou-se na noite do dia 23/10, pelo Horário Oficial de Brasília. Já era começo de madrugada do dia 24 na Suécia, quando o Navio de Carga Geral MV "Fortunagracht" deixou o Porto de Norrköping, com sua valiosa carga a bordo. Dessa vez, a operação aconteceu de forma bastante rápida, decorrendo cerca de 24 horas entre a chegada da embarcação, o embarque do caça e a partida. Importante dizer que esses fretamentos são exclusivos. A bordo, apenas o avião e os equipamentos de apoio. Dessa vez, um fato curioso marcou o início da viagem, com todos os sites de monitoramento marítimo apontando o Porto do Rio de Janeiro (BR RIO) como o destino do navio, algo que chamou a atenção de todos que acompanham essas operações de entrega, uma vez que a logística já encontra-se consolidada por Navegantes, que reúne a melhor infraestrutura no país para receber e transportar com segurança e rapidez essas aeronaves entre o Porto e o Aeroporto, motivos pelos quais a cidade foi escolhida como a porta de entrada no Brasil, dos F-39 Gripen fabricados pela Saab. 


Momento da chegada do MV "Fortunagracht", na noite do dia 14 de novembro, navegando em direção à Portonave, captado por câmera 24 horas com vista para o Rio Itajaí-Açu. Fonte da imagem: Conexão DCTV

A dúvida do destino final permaneceu por quase todo o trajeto do navio, embora os sites da Portonave e da Praticagem de Itajaí já mostrassem a vinda da embarcação para a cidade catarinense, o que acabou realmente se confirmando. Foram 22 dias de navegação, tempo necessário para superar os cerca de 12 mil quilômetros que separam Norrköping de Navegantes. Finalmente na noite do dia 14/11, o navio atracou na Portonave. Havia uma expectativa que a embarcação entrasse somente na madrugada do sábado, porém, isso implicaria que o avião permanecesse durante todo o dia parado e exposto no pátio do porto. Assim, decidiu-se pela antecipação da operação, permitindo que a aeronave fosse logo em seguida conduzida até o Aeroporto. Para aqueles que não estão familiarizados com a logística, o Gripen vem em um dos porões de carga do navio, fixado ao assoalho por uma estrutura especial. Por motivo de segurança, o assento ejetável e o conjunto de cargas explosivas são removidos e transportados em um conteiner. O processo de retirada da aeronave da embarcação é rápido, porém, exige, grande coordenação e atenção. Em pouco tempo, o avião já está pronto para iniciar sua viagem por terra até o Aeroporto.

Logo após o navio atracar na Portonave, começou a operação de desembarque do avião, preparando-o para ser levado por via terrestre ao Aeroporto. Fotos: FAB/Divulgação

Já na madrugada de sábado, dia 15/11, o avião foi transportado pelas ruas de Navegantes até o Aeroporto Ministro Victor Konder. A operação iniciou-se por volta de 1h da manhã e, mesmo assim, atraiu a atenção da população, que já está acostumada com o cortejo e sempre aguarda ansiosamente pela oportunidade para estar próxima a uma aeronave de caça supersônica, registrando em fotos e vídeos esse momento singular. O traslado foi coordenado e conduzido por técnicos da Saab, além de militares da Força Aérea Brasileira e contou com um forte aparato de segurança, capitaneado pela Infantaria da Aeronáutica, por meio de efetivos e viaturas do Grupo de Segurança e Defesa da Base Aérea de Canoas (GSD-CO). A atividade também teve o apoio da Portonave, Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC), Guarda Municipal de Navegantes, Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC), Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC), Associação de Bombeiros Voluntários de Navegantes, Prefeitura Municipal, Fundação Municipal de Vigilância e Trânsito (NAVETRAN) e do Grupo Motiva (antiga CCR), empresa que administra o Aeroporto. Após cerca de 30 minutos, tempo necessário para vencer os cerca de dois quilômetros que separam as duas instalações, o FAB 4111 enfim foi levado para um hangar particular (o mesmo utilizado desde a segunda operação de recebimento, em abril de 2022), onde permaneceu por alguns dias, sendo preparado para seu voo inaugural em território brasileiro.

A pequena distância entre o Porto e o Aeroporto em Navegantes, além de vias largas, com boa pavimentação e livre de obstáculos são os principais diferenciais em relação a outros locais no Brasil que possuem essas duas instalações, razão pelas quais a logística acontece pela cidade catarinense. Foto: Ângelo dos Santos Melo

Fotos: Marcelo Lobo da Silva

Após dar entrada no Aeroporto, foram mais quatro dias até a decolagem. Nesse intervalo de tempo, foram reinstalados o assento ejetável e o kit de sobrevivência, além da realização de verificações em todos os sistemas da aeronave, a fim de prepará-la para a partida. Na manhã do dia 17, o caça foi trazido para fora do hangar para alguns testes, retornando em seguida para o seu abrigo. Já no final da manhã do dia 18, aconteceu o Teste de Motor. O FAB 4111 partiu do pátio 2 rumo à cabeceira 08 de Navegantes, alinhou e deu plena potência no seu motor General Electric F414, para em seguida retornar ao pátio. Trata-se de uma simulação de decolagem, procedimento também chamado de corrida de decolagem abortiva, com a função de avaliar se todos os parâmetros do motor e demais sistemas da aeronave estão em perfeito funcionamento. Após o teste, o avião foi novamente recolhido ao hangar, encerrando a última etapa antes da decolagem. Acompanhe abaixo, como foi o teste de motor do FAB 4111, através de prints de vídeo do canal chumbinho.aviacao.nasnuvens, imagens gentilmente autorizadas para esta matéria.

Após dois dias com céu encoberto e chuva, a quarta-feira amanheceu com tempo firme, fornecendo as condições ideais para a decolagem da aeronave. Precisamente às 9:02, o FAB 4111, utilizando o código de chamada "Prova 122", deixou o Aeroporto de Navegante para trás, ganhando o céu brasileiro pela primeira vez. O voo foi conduzido pelo Major Aviador Thiago Henrique da Costa Camargo, Piloto de Provas da FAB, vinculado ao Instituto de Pesquisas e Ensaios em Voo (IPEV). A decolagem aconteceu pela cabeceira 26 e o avião seguiu em voo direto para sua nova morada, a Base Aérea de Anápolis, em Goiás, sede do Primeiro Grupo de Defesa Aérea (1º GDA), também conhecido como Esquadrão Jaguar, Unidade Aérea escolhida como a primeira operadora do jato na FAB. Seja muito bem-vindo à Defesa Aérea... FAB 4111. Para o site Aviação em Floripa, mais uma Missão Navegantes cumprida e concluída com êxito. Que venham os próximos!!