Site voltado para a divulgação da Aviação Comercial, Militar e Civil, mostrando através de textos informativos e
fotos, as aeronaves, suas histórias e curiosidades, Operações Militares, Eventos Aeronáuticos e muito mais!

Seja bem-vindo a bordo!!!

Mostrando postagens com marcador 5º/8º GAv. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador 5º/8º GAv. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 29 de abril de 2026

Exclusivo: Esquadrão Pantera em Florianópolis

Desde o dia 6 de abril, a Base Aérea de Florianópolis vem abrigando militares e aeronaves do Quinto Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação (5º/8º GAv), Unidade Aérea integrante da Aviação de Asas Rotativas da Força Aérea Brasileira e que tem sua sede na cidade de Santa Maria, localizada na região central do Rio Grande do Sul. A presença na capital catarinense do Esquadrão Pantera, como também é conhecido, está ligada à qualificação anual de suas equipagens em tarefas que são rotineiramente executadas pela Unidade, entre elas, a atividade de Busca e Salvamento. Este ano, além dos resgates, também está no escopo do treinamento o emprego de armamento voltado para missões de Interceptação e Defesa Aérea, algo que há muito tempo o Esquadrão não realizava por aqui. Com exclusividade, o site Aviação em Floripa obteve autorização para acompanhar o exercício e é este conteúdo, composto por imagens, gráficos e informações, que passamos a apresentar aos nossos leitores a partir de agora.

O Esquadrão Pantera é uma das cinco Unidades Aéreas que compõem o Oitavo Grupo de Aviação, estrutura que reúne o emprego operacional com helicópteros na Força Aérea Brasileira, atendendo à seguinte distribuição geográfica: Primeiro Esquadrão (1º/8º GAv, Natal/RN); Segundo Esquadrão (2º/8º GAv, Porto Velho/RO); Terceiro Esquadrão (3º/8º GAv, Santa Cruz/RJ); Quinto Esquadrão (5º/8º GAv, Santa Maria/RS) e; Sétimo Esquadrão (7º/8º GAv, Manaus/AM). Estas Unidades são responsáveis por uma grande variedade de atividades, incluindo Transporte Aeroterrestre, Ataque, Busca e Salvamento, Evacuação Aeromédica, Missões Humanitárias, entre outras. Além dos Esquadrões pertencentes ao Oitavo Grupo, a Aviação de Asas Rotativas da FAB possui ainda outras três Unidades Aéreas dedicadas às missões de Instrução de Voo (1º/11º GAv), Busca e Salvamento (2º/10º GAv) e Transporte de Autoridades (GTE-3), localizadas respectivamente em Natal/RN, Campo Grande/MS e Brasília/DF. Importante dizer que o Esquadrão Pantera é subordinado operacionalmente ao Comando de Preparo (COMPREP) e administrativamente à Base Aérea de Santa Maria (BASM).

A história e as tradições do Esquadrão Pantera remontam ao início da década de 70, com a criação em Santa Maria/RS, em 19 de julho de 1971, do Quarto Esquadrão Misto de Reconhecimento e Ataque (4º EMRA), equipado com aeronaves de asa fixa e rotativas, atendendo às missões de Reconhecimento Armado, Ligação e Ataque. Posteriormente, em virtude de uma reorganização estrutural da FAB, a Unidade Aérea passou a ser designada como 5º EMRA. A partir de setembro de 1980, os Esquadrões Mistos deram lugar ao Oitavo Grupo de Aviação e assim surgiu o Quinto Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação (5º/8º GAv), mantendo a sua sede, a Base Aérea de Santa Maria, herdando também o legado e os elementos presentes no Emblema do 5º EMRA, entre eles, a Pantera negra. O Esquadrão ao longo do tempo se destacou pelo pioneirismo em várias atividades ligadas ao emprego operacional dentro da Aviação de Asas Rotativas, refletindo o alto grau de profissionalismo e capacitação de suas equipagens. Entre as ações de caráter inédito podemos citar o emprego do helicóptero em missões de Defesa Aérea contra aeronaves de baixa performance, utilizando armamento frontal e lateral. Em 1996, a Unidade Aérea protagonizou a primeira missão real de interceptação no Brasil com helicóptero, fato que ocorreu durante a "Operação Varredura", na região de Apucarana/PR, uma ação conjunta com a Polícia Federal e outros órgãos governamentais, que resultou em quatro aeronaves apreendidas, além de grande quantidade de mercadorias contrabandeadas retiradas de circulação. Também merece destaque a introdução no uso dos Óculos de Visão Noturna. Prestes a completar 55 anos, o Esquadrão Pantera participou de inúmeras operações de resgate, prestando apoio fundamental para a população em situações de calamidade pública e acidentes. Este é um trabalho geralmente anônimo mas que às vezes, ganha os holofotes da mídia, a atenção e o reconhecimento do grande público. Algumas dessas missões ficaram também marcadas na história da Unidade Aérea, entre elas, o transporte das vítimas do incêndio na boate Kiss, em Santa Maria para Unidades Hospitalares especializadas (2013) e o auxílio aos atingidos por desastres climáticos em Santa Catarina (2008) e no Rio Grande do Sul (2024).

Foto 1: Socorro e resgate à população atingida pelas fortes chuvas no Vale do Itajaí/SC, em novembro de 2008. Foto 2: Transporte de feridos para hospitais de Porto Alegre de vítimas do incêndio da Boate Kiss, em 2013. Fotos 3 a 9: O Esquadrão Pantera teve destacada participação durante a Operação Taquari 2, em apoio ao povo gaúcho, durante uma das maiores tragédias climáticas já ocorridas no Brasil, em 2024. Todas as imagens: FAB/Divulgação

Designado como Exercício Técnico (EXTEC) "Içamento Pantera 2026", o treinamento em Florianópolis iniciou no dia 6 de abril e deve se estender até a próxima sexta-feira (1/5), contando com a participação de quatro helicópteros H-60L Black Hawk e cerca de 70 militares. Para isso, o Esquadrão Pantera deslocou para a capital catarinense, boa parte de sua estrutura, incluindo o Alerta SAR. Durante todo o ano, 24 horas por dia, em coordenação com o SALVAERO Sul, a Unidade Aérea mantém uma aeronave e tripulação em prontidão, capaz de decolar em poucos minutos para atender emergências ou realizar missões de Busca e Salvamento em qualquer ponto da região Sul do Brasil, tanto em terra quanto sobre o mar. 

Durante o período do treinamento em Florianópolis, um helicóptero H-60L Black Hawk permaneceu de prontidão e guarnecido com todos os equipamentos necessários para a missão de Busca e Salvamento, em caso de um acionamento real. Foto: Ângelo dos Santo Melo

Este ano, o adestramento foi dividido em duas fases distintas. As primeiras semanas tiveram o foco em situações de resgate em ambiente aquático, tanto de dia quanto à noite (nesse caso, com o emprego de Óculos de Visão Noturna), além de simulações de acionamentos de emergência. Já esta última semana, está sendo dedicada à missão de Tiro Aéreo (outros detalhes mais adiante nesta matéria). Ambas as atividades fazem parte da rotina do Esquadrão e para tal, Pilotos, Operadores de guincho, Equipes de Resgate e Artilheiros, precisam estar bem treinados para realizá-las com a máxima eficiência, algo fundamental em situações reais. Além da capacitação, outro ponto essencial é a possibilidade de atualizar e testar doutrinas de emprego. Cabe ressaltar que a qualificação nas atividades que estão sendo treinadas aqui em Florianópolis tem validade de um ano e é obrigatória para todos os integrantes operacionais da Unidade Aérea, sejam eles veteranos ou recém-chegados. O Exercício é também uma excelente oportunidade para a padronização de procedimentos e o entrosamento das tripulações.

Fotos: Marcelo Lobo da Silva (imagens de arquivo/coleção particular).

O treinamento de resgate na água exige muita atenção, trabalho em equipe, coordenação, além de habilidade na pilotagem para manter a aeronave estável em voo pairado, à baixa altura e em qualquer condição de tempo, de dia ou de noite, nesse caso, com o auxílio dos Óculos de Visão Noturna (NVG). As equipes de resgate se valem de diversas técnicas para o salvamento em meio aquático e uma das mais difundidas e eficientes atende pelo nome de "Kapoff", método de içamento desenvolvido pelos ingleses e empregado na FAB desde os anos 80. O procedimento é utilizado em situações em que não é possível o salvamento por outras formas, a não ser com a presença do helicóptero. Embora possa parecer simples aproximar a aeronave, descer o guincho e trazer uma pessoa a bordo, toda a ação é cercada de condicionantes e variáveis, incluindo o estado de saúde da vítima, as características do local, fatores climáticos, entre outros. Esta etapa do Exercício Técnico foi realizada nas águas da Baía Sul, bem em frente à Base Aérea de Florianópolis, em uma área pré-definida, distante a cerca de 2 km da orla. 

A figura acima mostra a área delimitada para o treinamento de resgate na água. De forma a garantir a Segurança de Voo, o Departamento de Controle do Espaço Aérea (DECEA) emitiu com antecedência uma Notificação aos Aeronavegantes (NOTAM), informando a todos os usuários do espaço aéreo, o período, coordenadas e faixas limites de altitude em que iriam acontecer os exercícios militares. Fonte da imagem: DECEA

Equipe de resgate retornando de uma missão de salvamento no mar. Foto: Marcelo Lobo da Silva (imagem de arquivo/coleção particular)

A semana passada foi dedicada ao resgate noturno em ambiente aquático. Além dos desafios inerentes a uma operação de salvamento na qual o helicóptero não tem a possibilidade de pousar, a escuridão da noite e a falta de referências visuais, oferecem um nível de dificuldade e de concentração muito maiores, amenizados com a utilização dos Óculos de Visão Noturna ou NVG (do inglês, Night Vision Goggles). Conforme já mencionado, o Esquadrão Pantera foi o pioneiro na Aviação de Asas Rotativas da FAB no emprego e implantação da doutrina associada à utilização desse equipamento, iniciada em 1996 com a chegada de alguns helicópteros Bell UH-1H dotados de painel de instrumentos compatível com a tecnologia. Seis anos depois, a Unidade Aérea já capacitava seus próprios integrantes neste tipo de operação. Quando o H-60L Black Hawk entrou em serviço no 5º/8º GAv, a partir de 2009, o Esquadrão Pantera já estava plenamente familiarizado e adaptado com a utilização dos Óculos de Visão Noturna em todas as missões sob sua responsabilidade. Hoje em dia o uso de NGV é rotina em todos os Esquadrões operacionais de helicópteros da FAB.

Fotos: Ângelo dos Santos Melo

A imagem acima dá a exata dimensão dos desafios presentes em uma operação noturna de salvamento. É possível observar, além do helicóptero, o socorrista no cabo e o bote com os militares que serão resgatados. Note à direita, o sinalizador, utilizado para determinar a direção e a intensidade do vento. Foto: Ângelo dos Santos Melo

A relação do Esquadrão Pantera com Florianópolis é antiga. Desde a década de 80, a Unidade Aérea vem regularmente à capital catarinense com o propósito de realizar seus treinamentos operacionais, anteriormente conhecidos pelos nomes de "Guasca" (Resgate) e "Mata-Pato" (Tiro contra alvos aéreos e terrestres). São vários os fatores que justificam o deslocamento desde o interior gaúcho até o litoral catarinense. Entre os principais, está o apoio logístico proporcionado pela Base Aérea de Florianópolis, fornecendo as condições ideais de hospedagem e alimentação para as tripulações e de manutenção e abrigo para as aeronaves. Outro ponto fundamental é a geografia da Ilha de Santa Catarina, com as águas calmas e abrigadas da Baía Sul servindo como cenário perfeito para o adestramento. Além disso, a proximidade com a Base Aérea permite que o helicóptero alcance a área de exercício em poucos minutos, resultando em substancial economia de combustível e maior tempo útil de treinamento. Este somatório faz com que Florianópolis seja um dos melhores locais no país para a prática da atividade de Busca e Salvamento. Não por acaso, a Base Aérea é palco do Exercício Operacional "Carranca", um dos principais treinamentos anuais da FAB e considerado o maior do gênero na América Latina.

A atividade de resgate na água aconteceu na Baía Sul, bem em frente à Base Aérea de Florianópolis. A proximidade da área de treinamento é um dos maiores trunfos para que o adestramento seja realizado anualmente na capital catarinense. Foto: Marcelo Lobo da Silva (imagem de arquivo/coleção particular)

Se até semana passada o foco era salvar, agora o treinamento se volta para dissuadir ou, em último caso, destruir. Por mais paradoxal que possam parecer esses dois termos, eles integram o cotidiano de qualquer Unidade Aérea que emprega helicópteros multimissão, como é o caso do Esquadrão Pantera. Neste tipo de atividade, o objetivo principal reside em interceptar e engajar aeronaves de baixa performance, tais como aviões de pequeno porte e helicópteros, que estejam voando sem contato-rádio, fora das regras do controle do espaço aéreo ou ainda, em caso de conflito, representando uma ameaça. Isso inclui também os drones de combate, como as guerras recentes têm demonstrado. São vários níveis de intimidação, desde disparos de advertência até o denominado "tiro de destruição". É este derradeiro estágio que está sendo treinado em Florianópolis. Para cumprir essa função, o H-60L Black Hawk utiliza a metralhadora rotativa General Electric M134 Minigun, calibre 7,62 mm, composta por seis canos e cadência de tiro de três mil disparos por minuto. O armamento vai instalado em suportes montados junto às janelas laterais localizadas logo atrás da cabine de pilotagem. 

Fotos: Marcelo Lobo da Silva, exceto quando indicado.

Fotos: Marcelo Lobo da Silva

Para esta etapa do adestramento, o Esquadrão Pantera está contando com o apoio de um avião G-19A, pertencente à Esquadrilha de Voo a Vela da Academia da Força Aérea (EVV/AFA), sediado em Pirassununga/SP. Acostumado a rebocar os planadores que os cadetes usam em voos recreativos nos finais de semana, sua tarefa no treinamento é conduzir o alvo aéreo que será castigado pelos Artilheiros a bordo dos helicópteros, simulando uma aeronave de pequeno porte. Trata-se de uma faixa de nylon entrelaçado, também chamada de biruta, com 1,8 m de altura e 9 m de comprimento. Ela é engatada na parte traseira do avião através de um cabo com cerca de 300 metros de comprimento. A grande distância entre o alvo aéreo e o rebocador tem um único objetivo: evitar a ocorrência de qualquer tipo de incidente ou situação que coloque em risco a segurança de todos os participantes. De acordo com este mesmo princípio, o treinamento é realizado afastado de aglomerações urbanas, em áreas pré-estabelecidas sobre o mar. Assim como aconteceu nas missões de resgate, o DECEA também publicou um NOTAM para o exercício de Tiro Aéreo. Nesta campanha do Esquadrão Pantera, a área destinada para a prática está localizada a sudeste da Ilha de Santa Catarina, conforme mostra a imagem abaixo.

Área delimitada para o treinamento de Tiro Aéreo do Esquadrão Pantera, com altitude variando de zero a dois mil pés (cerca de 650 m). Fonte da imagem: DECEA

Uma típica missão de Tiro Aéreo envolve a participação de um dupla de helicópteros H-60L Black Hawk, além é claro, do avião-reboque. O ponto de partida é o pátio da Base Aérea de Florianópolis. Antes das aeronaves, a primeira movimentação é da viatura levando o alvo aéreo até a cabeceira 21 da pista secundária do Aeroporto Internacional Hercílio Luz. Neste local o alvo aéreo é preparado para ser engatado no avião-reboque. O processo todo é bem rápido e logo as aeronaves já estão a caminho da área de treinamento. O exercício dura cerca de uma hora e meia, incluindo o deslocamento de ida e volta. No retorno, o avião alija o alvo aéreo sobre o pista 03/21, que logo em seguida é recolhido pela equipe de apoio e levado ao pátio, onde os acertos serão contabilizados. Acompanhe a seguir, através de imagens, os detalhes da operação.

Operação de retirada e preparação do alvo aéreo. Fotos: Marcelo Lobo da Silva, exceto quando indicado.

Engate do alvo aéreo no avião-reboque. Fotos: Marcelo Lobo da Silva

Chegada das aeronaves e últimas verificações antes da decolagem. Fotos: Marcelo Lobo da Silva

Na volta, antes de pousar, o avião-reboque alija o alvo aéreo ao lado da pista 03/21 e na sequência a equipe de apoio realiza o recolhimento e o transporte para o pátio. Fotos: Marcelo Lobo da Silva

Retorno das aeronaves ao pátio da Base Aérea de Florianópolis. Fotos: Marcelo Lobo da Silva

O vetor utilizado pelo Esquadrão Pantera para o cumprimento de suas atribuições é o H-60L Black Hawk, um helicóptero multimissão de porte médio, biturbina, fabricado pela empresa estadunidense Sikorsky em diferentes versões, desde as mais básicas, incluindo Transporte de Tropas e Emprego Geral até as mais sofisticadas, voltadas para missões de Busca e Resgate em Combate (C-SAR) e Operações com Forças Especiais. Com grande versatilidade, robustez e confiabilidade, o modelo é bastante utilizado mundo afora e sua linha de produção permanece aberta, com mais de cinco mil exemplares fabricados. Amplamente testado em combate, o Black Hawk ganhou notoriedade ao protagonizar o filme “Falcão Negro em perigo" (Black Hawk down, 2001). A Força Aérea Brasileira utiliza o H-60 desde 2006, quando adquiriu seis exemplares, matriculados como FAB 8901 a FAB 8906 e entregues ao Sétimo Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação (7º/8º GAv), com sede em Manaus/AM. Em 2009, mais dez helicópteros chegaram, novos de fábrica, recebendo os indicativos FAB 8907 a FAB 8916 e foram alocados ao Esquadrão Pantera, onde substituíram os lendários Bell H-1H.

Sikorsky H-60L Black Hawk. Fotos: Marcelo Lobo da Silva (imagens de arquivo/coleção particular)

Atualmente a frota encontra-se distribuída por três Unidades Aéreas. Além das duas já citadas, o Segundo Esquadrão do Décimo Grupo de Aviação (2º/10º GAv), especializado em missões de Busca e Salvamento na FAB, localizado em Campo Grande/MS, também passou a utilizar o Black Hawk a partir de 2018. Recentemente foi anunciada a compra de mais onze exemplares do H-60L para incrementar o número de aparelhos em atividade. Ao mesmo tempo, os helicópteros já em uso estão sendo modernizados nos Estados Unidos. O primeiro deles, o FAB 8909 já encontra-se em solo estadunidense passando pelos serviços. Quanto ao novo lote, deverá ser distribuído aos atuais operadores e espera-se que uma parte seja destinada ao Segundo Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação (2º/8º GAv), com base em Porto Velho/RO, sem aeronaves desde a desativação precoce dos AH-2 Sabre, em 2022. Conheça abaixo, mais detalhes do H-60L Black Hawk.



O site Aviação em Floripa agradece ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), ao Comando de Preparo (COMPREP) e ao Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (CECOMSAER) pela autorização para a produção deste conteúdo. Agradecimentos também aos militares do Esquadrão Pantera, ao Comando da Base Aérea de Florianópolis e a sua Seção de Comunicação Social, pelo acesso, informações prestadas sobre o treinamento e acompanhamento de pátio. Sem o apoio de todas as Organizações citadas acima, a presente reportagem não teria sido possível. Por fim, gratidão ao amigo e colaborador Ângelo dos Santos Melo, por contribuir com parte das fotos que ilustram a matéria.

terça-feira, 15 de abril de 2025

Exclusivo: Esquadrão Pantera realiza treinamento em Florianópolis

 

Entre os dias 1 e 17 de abril, a Base Aérea de Florianópolis está sediando o Exercício Técnico (EXTEC) "Içamento no Mar", com a presença de aeronaves H-60L Black Hawk e militares do Quinto Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação (5º/8º GAv), também conhecido como Esquadrão "Pantera", Unidade Aérea pertencente à Aviação de Asas Rotativas da FAB, localizada em Santa Maria/RS. O objetivo principal da manobra é o aperfeiçoamento das tripulações e equipes de resgate nas diversas técnicas que envolvem missões de Busca e Salvamento (SAR) em ambiente aquático, além da qualificação dos integrantes recém-chegados à Unidade Aérea, neste tipo de atividade, uma das muitas realizadas pelo Esquadrão. Conheça a partir de agora, através de fotos, informações e conteúdos visuais exclusivos, detalhes da estrutura atual da Aviação de Asas Rotativas da FAB, do Esquadrão Pantera e sobre o treinamento. Boa leitura!! 


O Esquadrão Pantera é uma das cinco Unidades Aéreas que compõem o Oitavo Grupo de Aviação, estrutura que reúne o emprego operacional com helicópteros na Força Aérea Brasileira e que atende à seguinte distribuição geográfica: Primeiro Esquadrão (1º/8º GAv, Natal/RN); Segundo Esquadrão (2º/8º GAv, Porto Velho/RO); Terceiro Esquadrão (3º/8º GAv, Santa Cruz/RJ); Quinto Esquadrão (5º/8º GAv, Santa Maria/RS) e; Sétimo Esquadrão (7º/8º GAv, Manaus/AM). Estas unidades são responsáveis por uma grande variedade de atividades, incluindo Transporte Aeroterrestre, Ataque, Busca e Salvamento, Evacuação Aeromédica, Missões Humanitárias, entre outras. Além dos Esquadrões subordinados ao Oitavo Grupo, a Aviação de Asas Rotativas da FAB possui outras três unidades dedicadas às missões de Instrução de Voo, Busca e Salvamento e Transporte de Autoridades, localizadas respectivamente em Natal/RN, Campo Grande/MS e Brasília/DF.

De forma resumida, a história do Esquadrão Pantera está ligada à criação do Quarto Esquadrão Misto de Reconhecimento e Ataque (4º EMRA), no início da década de 70, em Santa Maria/RS, mais tarde redesignado como 5º EMRA. Na época, assim como as demais Unidades Aéreas deste tipo, o 5º EMRA operava uma frota combinada de aviões e helicópteros, daí advindo a palavra "Misto", realizando uma ampla gama de missões. Em setembro de 1980, todas essas Unidades Aéreas foram extintas e em seu lugar, surgiu o Oitavo Grupo de Aviação, passando a empregar exclusivamente aeronaves de asas rotativas. Em sua nova fase, agora denominada como 5º/8º GAv, a Unidade continuou operando com o lendário Bell UH-1H até 2011, quando começaram a chegar os Sikorsky H-60L Black Hawk, vetor que equipa o Esquadrão Pantera na atualidade. Ao longo do tempo, foram inúmeras participações em resgates e situações de calamidade pública, prestando um apoio fundamental para a população. Entre as mais marcantes, a remoção para hospitais das vítimas do incêndio da boate Kiss, em Santa Maria (2013), auxílio aos atingidos por desastres climáticos em Santa Catarina (2008) e no Rio Grande do Sul, no ano passado. O Esquadrão Pantera é subordinado operacionalmente ao Comando de Preparo (COMPREP) e administrativamente à Base Aérea de Santa Maria (BASM). O Emblema da Unidade traz como elemento central, uma pantera negra com semblante agressivo e seu grito de guerra é a expressão "Oigalê Fera!", típica das terras gaúchas, utilizada para chamar a atenção de algo, exprimir admiração ou respeito por algum fato ou situação. Atualmente a Unidade Aérea é comandada pelo Tenente-Coronel Aviador Kleison Roni Reolon.


O treinamento conta com a participação de três helicópteros H-60L Black Hawk e cerca de sessenta militares. Para isso, o Esquadrão Pantera deslocou para Florianópolis, boa parte de sua estrutura, incluindo também o Alerta SAR. Durante todo o ano, 24 horas por dia, em coordenação com o SALVAERO Sul, a Unidade Aérea mantém uma aeronave em prontidão, capaz de decolar em poucos minutos para atender emergências ou realizar missões de Busca e Salvamento em qualquer ponto da região Sul do Brasil, tanto em terra quanto sobre o mar. O adestramento na capital catarinense é focado em dois tipos de cenários, o resgate de pessoas à deriva na água e situações de Evacuação Aeromédica (EVAM) de tripulantes em embarcações. Ambas as ações fazem parte da rotina do Esquadrão e para tal, os pilotos, operadores de guincho e o pessoal do resgate, precisam estar bem treinados para realizá-las com a máxima eficiência. É uma atividade que exige de todos, muita atenção, trabalho em equipe, coordenação, além de habilidade na pilotagem, para manter a aeronave em voo pairado, à baixa altura e em qualquer condição de tempo, de dia ou de noite, nesse caso, com o auxílio de Óculos de Visão Noturna (NVG). Nesse contexto, o exercício este ano está trazendo como novidade, o resgate noturno. Além da capacitação e do treinamento neste tipo de situação, a prática também vai permitir que o Esquadrão possa testar e validar doutrinas de emprego com este tipo de equipamento, algo fundamental no caso de acionamentos reais. Importante dizer que o treinamento tem validade de um ano e é obrigatório para todos os integrantes operacionais da Unidade Aérea, sejam eles veteranos ou recém-chegados. Também é uma excelente oportunidade para a padronização de procedimentos e o entrosamento das equipes.

Um dos helicópteros em Florianópolis fica de prontidão, em caso de acionamento para qualquer tipo de emergência. A bordo, a aeronave já está guarnecida com os equipamentos necessários para atender todos os tipos de salvamento.

Fotos: Marcelo Lobo da Silva



O treinamento prossegue durante a noite, com o emprego de Óculos de Visão Noturna (NVG). O Esquadrão Pantera foi o pioneiro na FAB na utilização deste equipamento nas operações com helicópteros.


Para o salvamento em meio aquático, existem diversas técnicas de resgate. Uma das mais conhecidas, atende pelo nome de Kapoff, método de içamento desenvolvido pelos ingleses e empregado na FAB, desde os anos 80. O procedimento é utilizado em situações em que não é possível o salvamento por outras formas, a não ser com a presença do helicóptero. Embora possa parecer simples aproximar a aeronave, descer o guincho e trazer uma pessoa para bordo, toda a ação é cercada de condicionantes e variáveis, incluindo o estado de saúde da vítima, as características do local, fatores climáticos, entre outros. O treinamento acontece nas águas da Baía Sul, bem em frente à Base Aérea de Florianópolis, em uma área pré-definida, distante a cerca de 2 km da orla. Já a atividade de resgate em embarcação, foi realizada na semana passada e contou com o apoio da Marinha do Brasil, através da participação do Navio-Patrulha (NPa) P-63 "Babitonga", vinculado ao Quinto Distrito Naval (5º DN), com sede na cidade de Rio Grande/RS. Essa etapa ocorreu nas imediações da cidade de Itajaí, litoral norte catarinense.

Treinamento de resgate em embarcação, com o apoio do Navio-Patrulha (NPa) P-63 "Babitonga", da Marinha do Brasil. Foto: Sgt. Ferraz/Esquadrão Pantera

A relação do Esquadrão Pantera com Florianópolis é antiga. Desde a década de 80, a Unidade Aérea se desloca regularmente para a capital catarinense, com o propósito de realizar seus treinamentos operacionais, anteriormente conhecidos pelos nomes de "Guasca" (Resgate) e "Mata Pato" (Tiro contra alvos aéreos e terrestres). São vários os fatores que justificam o deslocamento da Unidade Aérea desde o interior gaúcho até o litoral catarinense. Entre os principais, está o apoio logístico proporcionado pela Base Aérea de Florianópolis, fornecendo as condições ideais de hospedagem e alimentação para as tripulações e de manutenção e abrigo para as aeronaves. Outro ponto fundamental é a geografia da Ilha de Santa Catarina, com as águas calmas e abrigadas da Baía Sul, servindo como palco perfeito para o adestramento das tripulações. Além disso, a proximidade com a Base Aérea, permite que o helicóptero alcance a área de treino em poucos minutos, resultando em substancial economia de combustível e maior tempo útil de atividade.

A imagem acima mostra a localização da área destinada ao treinamento de resgate sobre a água. Um dos principais trunfos para que este treinamento aconteça na capital catarinense, é a proximidade com a Base Aérea de Florianópolis. Fonte da imagem: Google Earth

H-60L Black Hawk do Esquadrão Pantera, decolando para mais um exercício de resgate. Foto: Marcelo Lobo da Silva

Durante o treinamento em Florianópolis, uma típica missão de resgate envolve a participação de um helicóptero e de um bote inflável. A bordo da aeronave, estão, além dos dois pilotos, o operador do guincho e a equipe de resgate. Na embarcação, seguem militares da Força Aérea Brasileira, que farão o papel de "vítimas" à deriva na água, para serem resgatadas. Na condução do bote, estão sempre integrantes experientes em salvamento, aptos a atuarem com rapidez, em caso de emergência ou necessidade. Na manhã de ontem, segunda-feira (14/4), o site Aviação em Floripa teve o privilégio em acompanhar uma dessas missões, embarcando junto com a equipe no bote. No total, foram realizados quatro içamentos individuais, além de alguns resgates com o uso da maca. Nesse caso, um boneco simula uma pessoa com um quadro de saúde mais crítico, necessitando do equipamento para ser conduzida ao helicóptero. Tudo acontece a poucos metros de altura sobre o mar, requerendo grande atenção, destreza e coordenação de todos a bordo da aeronave. Acompanhe abaixo, em fotos do colaborador Ângelo dos Santos Melo, detalhes do resgate na água.

A equipe que participou da missão, juntamente com o Editor do site Aviação em Floripa, primeiro à esquerda na foto e, ao seu lado, o colaborador e fotógrafo, Ângelo dos Santos Melo. Foto: Sgt. Jeber/SCS BAFL

Fotos: Ângelo dos Santos Melo

O Sistema de Busca e Salvamento Aeronáutico Brasileiro, conhecido pela sigla SISSAR, é vinculado ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), um dos braços da Força Aérea Brasileira. A estrutura é reconhecida mundialmente pelo seu preparo, prontidão e eficiência para localizar e socorrer ocupantes de aeronaves e embarcações em situações de perigo, em uma área de 22 milhões de quilômetros quadrados, equivalente a mais de duas vezes toda a extensão do continente europeu. São diversas Organizações Militares, tendo na ponta da lança, as Unidades Aéreas, as tripulações e equipes de resgate. É uma cadeia coordenada, organizada e motivada, trabalhando diuturnamente com um único objetivo: "Para que outros possam viver!". Existe um famoso ditado que diz que "Você luta como treinou". Esta máxima também é verdadeira quando se trata de salvar vidas. Por este motivo, exercícios como o que está ocorrendo em Florianópolis são tão importantes. É por intermédio deles, que a FAB e suas equipes de resgate se capacitam para estar sempre prontas e preparadas para atuar em prol da Segurança de Voo e da sociedade brasileira.

O site Aviação em Floripa agradece ao Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (CECOMSAER), ao Comando de Preparo (COMPREP), à Seção de Comunicação Social da Base Aérea de Florianópolis (SCS/BAFL) e ao Esquadrão Pantera, pela autorização, acesso, acompanhamento e informações prestadas sobre o Exercício, sem os quais, esta matéria não teria sido possível.

sexta-feira, 24 de maio de 2024

Os Emblemas das Unidades Aéreas da Força Aérea Brasileira - Parte 4

A Aviação Militar não é fascinante apenas pelas suas aeronaves e as missões que cumprem em tempos de paz ou de guerra, controlando, defendendo e integrando territórios e céus, através de suas mais diversas funções e tarefas, seja na Caça, Ataque, Transporte, Reconhecimento, Asas Rotativas, Patrulha Marítima, Busca e Salvamento, Treinamento, dentre tantas outras. A ideia de utilizar símbolos para representar e identificar grupos ou exércitos no campo de batalha ganhou notoriedade na Idade Média e permanece sendo utilizada até os dias atuais. Inserida nas forças militares, a Aviação não é diferente, com as cores e formas dos Emblemas das Unidades Aéreas, estampando as fuselagens das aeronaves ou os trajes de voo das tripulações. Esses Distintivos ou Escudos e os elementos impressos em cada um deles, contam muito sobre a própria história dos Esquadrões ou as tarefas e atividades que realizam. Para tratar desse assunto pouco explorado e difundido, o site Aviação em Floripa preparou um conjunto de conteúdos, trazendo aos seus leitores, esse fantástico universo. Aqui você vai encontrar um guia atualizado, mostrando as Unidades Aéreas pertencentes aos três braços aéreos das Forças Armadas brasileiras, suas aeronaves, os Emblemas e seus significados, além de muitos detalhes e informações a respeito de cada uma delas, tudo reunido em infográficos exclusivos e individuais, além de outros componentes visuais especialmente elaborados para esta matéria. Boa leitura!

No momento em que esta matéria está sendo publicada, as Aviações de Asas Rotativas e de Busca e Salvamento da FAB estão sendo protagonistas de ações heroicas no Rio Grande do Sul, em razão da catástrofe climática que se abateu sobre aquele Estado, desempenhando um trabalho grandioso, abnegado e incansável para salvar vidas.. Dando continuidade a nossa série sobre a Heráldica ligada aos Emblemas de Aviação Militar brasileira e como uma homenagem ao esforço e dedicação de todos os envolvidos nos resgates e ajuda ao povo gaúcho, o conteúdo que preparamos vai abordar os Esquadrões ligados às atuais Unidades Aéreas da FAB que operam com helicópteros.

Nota Editorial: Se você perdeu a introdução a esta temática, referente à Heráldica na Aviação Militar brasileira e os conteúdos anteriormente publicados ou, simplesmente quer revisitá-los, basta clicar sobre os banners abaixo:





Na quarta parte da série de matérias exclusivas sobre os Esquadrões da Força Aérea Brasileira, chegou a vez de apresentarmos aos nossos leitores, as Aviações de Asas Rotativas e de Busca e Salvamento, dois importantes braços operacionais da FAB que compartilham entre si, muitas características em comum, tanto em termos de aeronaves, como nas suas atribuições. A enchente histórica e sem precedentes que se abateu sobre o Rio Grande do Sul, vem demonstrando para a sociedade, o valor do helicóptero como uma ferramenta fundamental para as tarefas de busca, resgate e salvamento de vidas. A capacidade de voar em baixas altitudes e velocidades e principalmente, realizar o voo pairado é essencial para o sucesso destas missões. Da mesma forma, o trabalho coordenado, a dedicação e o empenho das tripulações (Pilotos, Observadores, Mestres de Carga, Mecânicos de Voo e Equipes de Resgate), têm feito a diferença quando o socorro que vem do céu, muitas vezes, representa o último fio de esperança para quem está isolado pelo tormento das águas. Dos inúmeros ensinamentos e lições que essa tragédia certamente trará, fica evidente a necessidade de contínuos investimentos, para que as Unidades Aéreas de nossas Forças possam ter a seu dispor sempre, meios aéreos modernos, eficientes e em quantidade. 




O Oitavo Grupo de Aviação congrega boa parte das Unidades Aéreas de Asas Rotativas da Força Aérea Brasileira. São cinco Esquadrões distribuídos pelo país, que executam diversas tarefas em ações específicas de Força Aérea, em apoio a Organismos e Instituições governamentais ou à população, em situações de Calamidade Pública, por exemplo. Além destes cinco Esquadrões, mais três Unidades operam com helicópteros em suas frotas e são consideradas pertencentes à Aviação de Asas Rotativas, sendo uma delas, dedicada à Formação dos futuros Pilotos de helicópteros. As outras duas são mistas, ou seja, operam com aviões e helicópteros e são responsáveis por transportar as mais altas Autoridades do país e pela tarefa de Busca e Salvamento (SAR). Embora esta função seja desempenhada por diversas outras Unidades Aéreas da FAB ligadas às Aviações de Asas Rotativas, Transporte e Patrulha, é o Esquadrão Pelicano que tem a atividade SAR no seu DNA, como missão primária e dedicada. Conheça a partir de agora, através de infográficos exclusivos, a estrutura atual, as aeronaves e os Emblemas dos Esquadrões de Asas Rotativas e de Busca e Salvamento da FAB.








Nossos leitores mais atentos talvez tenham sentido falta do infográfico contendo os dados referentes ao Terceiro Esquadrão do Grupo de Transporte Especial (GTE-3), responsável pela operação com os helicópteros VH-35 e VH-36. A ausência é justificada por esta Unidade Aérea já ter sido publicada junto com os demais Esquadrões da Aviação de Transporte, na segunda parte desta série de artigos. Assim, para evitar a duplicidade de conteúdo, optamos por não trazê-lo novamente aqui. Para quem tiver interesse em conhecer ou revisitar as informações e detalhes sobre o GTE-3, pode acessar o banner referente à Aviação de Transporte, disponível no começo desta matéria. 

Algumas Unidades Aéreas da FAB, por causa de suas missões, acabam pertencendo a mais de uma Aviação. Nesta publicação, temos como exemplo, o 2º/10º GAv, que é considerado um Esquadrão de Asas Rotativas e também de Busca e Salvamento. Outro caso é o 1º/10º GAv, o Esquadrão Poker, Unidade Aérea da Aviação de Caça e, ao mesmo tempo, integrante da Aviação de Reconhecimento. E por falar em Reconhecimento, esta é uma das Aviações que serão abordadas na parte 5 desta série de matérias sobre as Unidades Aéreas e seus Emblemas. Não percam!